SOCIEDADE PARA SEMPRE – SÓCIO BEM CASADO, OUTRO, NEM TANTO! Nívio Terra (*) – 5

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Olá, caro leitor. Para os usuais e os novos que se aventuram na leitura destes estudos societários, relembro que a minha intenção é a de transmitir aos sócios ou àquelas pessoas que estão querendo iniciar uma trajetória comum numa empresa, como associados, algumas questões que podem interferir num bom andamento de Sociedades de Negócios ou de Serviços.

Nesta oportunidade tratarei de assunto bem intranquilo. Trata-se da posição presente ou futura de cada sócio (a) em face ao relacionamento com seu cônjuge/companheiro (a). Convém salientar que, na atualidade, nem todo casamento legal ou união estável são duradouros, eternos.

Se me perguntarem: “mas o que é que isso tem a ver com o negócio?”

Muito! Apesar de os associados não se visitarem frequentemente – como, aliás, costumo recomendar, o relacionamento do sócio com seu cônjuge ou companheiro, intervém no andamento dos negócios na Empresa. É isso que deve ser motivo de preocupação e cuidado.

De um lado, o cônjuge/companheiro do associado bem casado faz ressalvas ao outro, supondo que possa influenciar o sentimento do seu companheiro. Por sua vez, o cônjuge/companheiro do casal em litígio coloca dúvida sobre o suposto aconselhamento que não seria correto do outro sócio, assim como lança dúvida em relação ao patrimônio e negócios da Empresa da qual se sente também titular.

Nesse estágio da Sociedade, o relacionamento pessoal dos componentes

societários pode causar confrontos terríveis para o prosseguimento da empreitada. Será preciso que cada qual se mantenha, o quanto possível, afastado desse entrevero com tantas partes envolvidas, não somente nas atividades na sociedade, mas, também, em eventuais outros contatos pessoais.

O sócio bem casado deve ficar atento para quando o assunto for levantado pelo seu cônjuge, especialmente se for a mulher. Por vezes, ela demonstra certas apreensões com o exemplo advindo do outro sócio, nem tanto. Pode querer trazer a debate a preocupação de que ele seja modelo de comportamento ou motivo de prejuízo para a Sociedade. Não se esqueça que o sentimento da mulher é bem diverso, talvez mais profundo, do que o do homem. Então, o cuidado com essa conversa merece atenção especial.

Do outro lado, o partícipe mal casado, nos confrontos com seu cônjuge ou companheiro (a) NÃO PODE, NEM DEVE mencionar eventual conversa que teve com seu sócio bem casado! Tenha certeza que ouvirá, em réplica, que “todos vocês são da mesma laia!” (nota: laia, aqui, com o pior significado).

O incômodo do parceiro do casal nem tanto é, ainda, bem mais inquietante e desastroso quando passa a se preocupar com os seus direitos patrimoniais. O que lhe resultará no caso de uma separação? Especialmente se estiverem contidos somente – ou em grande parte – na Empresa.

Daí a minha resposta dada logo no início deste escrito:

”Se me perguntarem:” mas o que é que

isso tem a ver com o negócio? Muito! ”.

Outra questão do meu discurso sobre o tema formulado tem a ver com a Empresa, propriamente dito. É que o encaminhamento dos negócios pode ficar prejudicado com a atividade do associado nem tanto. Seu estado de nervos, lógico, não é dos melhores. Portanto, ele mesmo deve ficar atento com o comportamento perante clientes, funcionários, fornecedores e, especialmente, com o sócio. Se possível, talvez seja conveniente tirar umas férias para cuidar da situação conjugal.

E, o associado bem casado terá de atuar com maior intensidade nos negócios empresariais, entendendo a posição do companheiro de trabalho, ajudando-o no que seja possível, mas - sempre o mas – sem intervir no desenlace conjugal.

Outro item que preciso cuidar se refere a alguma necessidade de alteração do Contrato Social. Os associados deverão procurar uma boa assessoria jurídica para que a modificação não prejudique o futuro dos partícipes do casal nem tanto.

 

 

 

 

SE O PREJUÍZO OCORRER, QUE A SOCIEDADE SE PREPARE PARA UM EMBATE JUDICIAL, QUE, CERTAMENTE, LHE TRARÁ MUITOS PREJUÍZOS!

 

 

 

 

(*) Nívio Terra (81) Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais.

Autor do livro

Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários.

Organizador do Portal do Sócio e da Sociedade.

www.portaldosocioedasociedade.com.br

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