10 DICAS DE COMO EVITAR UMA DESGASTANTE SUCESSÃO FAMILIAR – Por Nívio Terra (*)

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Dez (10) dicas simples, mas que podem

ser de grande utilidade para reduzir

divergências entre sócios.

 

 

 

 

Poucos empresários, no decorrer de sua vida de negócios, param para pensar como será o futuro do seu empreendimento e, principalmente, da sua família.

 

 

O empreendedor também não se apercebe que certos hábitos, praticados na sua atividade normal, poderão acarretar obstáculos para a continuidade da organização.

 

 

Da mesma forma, alguns procedimentos encontrados no relacionamento entre sócios e familiares raras vezes chamam a atenção para o erro cometido, e que, adiante, integrarão um rol de dificuldades intransponíveis para o retorno ao bom convívio.

 

 

Quem assim age necessita ser provocado a meditar sobre a realidade do mau comportamento, o que procuramos atingir através da lembrança de atitudes causadoras de prejuízo à continuidade da sociedade, ou, então, uma verdadeira bomba de efeito retardado para os sucessores - esposa, filhos, sobrinhos, genros, noras, etc.

 

 

Os motivos que criam conflitos entre sócios de uma empresa possuem di­versas origens. Salvo algu­mas situações especiais, como a prática de atos ilí­citos, as divergências qua­se sempre decorrem de questões menores, que os titulares da sociedade acabam deixan­do de lado para não tumultuar o anda­mento dos negócios. Só que estas questões vão se acumulando e podem ge­rar problemas no futuro.

 

 

Daí resultou um conjunto de 10 dicas que podem evitar uma desgastante sucessão familiar, acompanhadas de alguns comentários para serem objeto de reflexão. Vejamos:

 

 

1. Na formação da sociedade e du­rante sua existência, seus titulares devem analisar a contribuição de cada um, seja de trabalho ou de capital. É preciso de­bater constantemente as tarefas, cogitar as surpresas que o mercado apronta, pen­sar no produto e no cliente.

 

 

 

2. O líder maior - é preciso haver um - deve procurar dar toda a atenção necessária a seus sócios. É importan­te que haja um sócio mais arrojado e outro, conservador. Essa mescla é que traz o equilíbrio nas decisões tomadas pela empresa.

 

 

3. Os contatos com o mercado de­vem ser feitos pelo sócio melhor prepa­rado para executar a tarefa. Cada sócio possui uma característica ou habilidade própria, que deve ser aceita por todos e utilizada com inteligência.

 

 

4. Nos debates sobre o andamen­to dos negócios, é imprescindível que os sócios atendam as ponderações de seus parceiros, para que a decisão final seja a melhor possí­vel. É o chamado consen­so. Mas quando isso não for possível, a maioria to­mará a decisão final, sem constrangimentos.

 

 

5. O sócio majoritário deve dar oportunidade para um minoritário alcançar melhor posição na empresa. É importante que o contra­to preveja em que condições um sócio poderá aumentar sua quota parte ou, se for o caso, como se retirar da empresa.

 

 

6. Não é recomendável que os sócios se visitem constantemente. E o líder even­tual ou sócio majoritário deve procurar - sempre que possível - mostrar que a em­presa está indo bem graças ao esforço de todos. Valorizar o trabalho coletivo.

 

 

 

7. Se houver queixa de um dos sócios, ela deverá ser debatida com toda a boa vontade. O sócio não pode se fechar em uma redoma de vidro, não ouvir nem transmitir ideias. Se um dos conceitos da sociedade de negócios é a comunhão de interesses visando o lucro, o diálogo é mais do que necessário.

 

 

8. Em conversas com pessoas do mercado ou clientes, os sócios não de­vem se queixar de seus parceiros. O MER­CADO É UMA GUERRA. Se a concorrência perceber algum desgaste entre os sócios, poderá tirar proveito, inclusive junto aos clientes comuns.

 

 

9. Parentes e familiares somente de­verão ser admitidos na empresa mediante intenso debate, com a concordância de todos os sócios. Muita cautela para evitar que depois alguém diga aquela famosa frase:

 

 

"meu filho é excepcional no trabalho,

 

mas o filho do meu sócio é um tonto".

 

 

10. Não levar os problemas do serviço para casa e vice-versa. De nada adiantará lamentar-se, diante dos familiares, sobre o trabalho, impostos ou mudanças na lei. Como pretender que um parente ajude com seu apoio tendo conhecimento apenas dos problemas?

 

 

 

 

 

(*) Nívio Terra – Advogado e Consultor Pessoal, curador do

Portal do Sócio e da Sociedade.

 

 

 

 

 

 

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