MULHER PODEROSA - O EMPRESÁRIO DONO E O EMPRESÁRIO CONTRATADO OU EXECUTIVO – Por Nívio Terra (*)

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No passado, por empresário era conhecido o proprietário do

negócio, o dono que dirigia a atividade na qual tinha investido o seu dinheiro e talento.

Existia, portanto, somente o

empresário dono.

O desenvolvimento da economia no Brasil,

especialmente a partir da década de 50, ofereceu a oportunidade da criação de novas funções dentro da empresa.

A variedade de experiências exigidas na organização voltada ao mercado trouxe a necessidade do surgimento de especialistas.

Determinados setores precisavam da vivência e toque de gente com expertise apropriada.

Atualmente, este verbete francês - EXPERTISE - já está incorporado a dicionários brasileiros, para o apreciador se aprofundar na matéria.

Em princípio significa conhecimentos apropriados.

O titular de uma indústria, de um

comércio ou de um serviço, passou a necessitar e se interessar por gente que, não aplicando capital próprio, viesse a compartilhar, com corpo e alma, do empreendimento negocial, trazendo o seu conhecimento, a sua EXPERTISE, em algum setor especial da organização.

Prefiro escolher o ano de 1960 como fundamental e básico para o surgimento do empresário moderno, contratado, ao qual se deu o nome de EXECUTIVO.

O contínuo desenvolvimento da empresa, aprimorando o produto e o serviço, achegando-se ao mercado exportador,

mais a necessidade de se iniciar a substituição do seu criador,

o chamado FUNDADOR,

atualmente quase que totalmente substituído pelo verbete

EMPREENDEDOR,

são fatores que deram impulso à criação do executivo.

Esse sujeito, sem capital próprio ou interesse de se dedicar a um negócio próprio, veio a encontrar empresas interessadas no seu trabalho, inclusive em decorrência da profissionalização dos órgãos diretivos de empresas familiares.

O conhecimento superior foi incrementado em estabelecimentos de ensino no país e no exterior, vários se tornando conhecidos pelas populares siglas

MBA ou Ph. D.,

donde terem surgido técnicos de alto gabarito em finanças, em administração, em marketing, por exemplo, todos recebendo nomes próprios e apropriados.

O posto maior ocupado por um Executivo qualifica-o como

executivo principal

ou, por influência americana,

CEO - CHIEF EXECUTIVE OFFICE.

Para os leigos e explicando simplesmente, o CEO compara-se, em poder, ao Empresário dono, estando, usualmente, apenas subordinado aos acionistas da empresa através do

Conselho de Administração.

Considero os que integram a categoria de Executivo como verdadeiros heróis.

Em que pese lhe faltar o atributo de dono do negócio, o CEO age como tal, o mesmo ocorrendo com todos os executivos, regra geral, sofrendo as mesmas agruras dos efetivos proprietários.

E, nem sempre são bem compreendidos!

Você, leitora, no decorrer deste livro, quando me referir a associado ou a sócio, aplique a menção ao Homem (seu),

caso esteja atuando como Executivo,

sabendo que, se está nessa função, é porque faz parte de um seleto clube de linhagem superior e especial.

Valorize-o!

Você talvez não faça ideia do que decorre participar de um BOARD

(mesa, reunião, onde um grupo de dirigentes discute questões do trabalho).

Às vezes, se travam batalhas exacerbadas, na defesa de pontos de vista, e que trazem apreciáveis desgastes físicos e mentais.

Com prejuízos particulares, mas sempre na busca do.

engrandecimento da organização

para a qual se dedicam de corpo e alma na busca da excelência na gestão.

E a vida profissional tem de continuar.

A chamada profissionalização das empresas familiares, consistente na contratação de administradores profissionais para os

cargos de gestão que sócios-herdeiros ocupam, tem aberto vagas para o exercício de atividades por executivos.

Estando, por conseguinte, em postos chaves dessas

entidades,

precisam ter cuidado especial nos questionamentos havidos entre herdeiros, muitos destes debatendo-se em posições particulares, à revelia dos interesses da empresa, com danosos reflexos para os executivos.

Não pretendo que deles se apiedem,

apenas que compreendam as esporádicas inseguranças e intranquilidades, dando-lhes suporte, visando o futuro de suas famílias.

A Mulher precisa saber que poderá ajudar - e muito - na carreira do Homem (seu).

Resumo:

cada qual com as suas atribulações,

empresário dono

ou

empresário contratado (executivo),

ambos agentes prestam excelentes serviços ao país em geral,

e à família em particular.

Aplausos para os próprios.

E compreensão de sua Mulher.


(*) Trecho parcial do livro:

“MULHER PODEROSA. COMO AJUDAR

TAMBÉM NO SUCESSO

DA EMPRESA DO HOMEM (SEU)”,

que um dia talvez venha a ser publicado.

Nívio Terra, o Autor.

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