A FALÊNCIA E O PRECONCEITO AO FALIDO - Angelo Lincoln Della Gatta (*)

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Angelo Lincoln Della Gatta (*)
O empresário que abre uma empresa para objetivos escusos, não merece a qualificação de empresário; assim sendo concordamos que todo empresário que abre um negócio, em qualquer ramo de atividade, tem como objetivo o progresso, simbolizado pelo lucro e o consequente desenvolvimento do negócio. Comparativamente poderíamos perguntar a qualquer pessoa: “Você quer ser Feliz?”. Como sabemos nem todos conseguem alcançar o patamar de “Ser Feliz", não conseguiram entender que a Felicidade está nas pequenas coisas, ou nas coisas simples.
O empresário que não é bem sucedido, vê frustrados seus planos, seus objetivos, seus sonhos... Evidentemente não por vontade própria, mas por “n” fatores, dos quais podemos citar alguns:
- Falta de experiência empresarial;
- Falta de alguém que tenha autoridade para lhe dizer “não” (daí a importância de um sócio, ou de um conselho de administração);
- Escolha infeliz de um ramo que está prestes a iniciar um período de grandes turbulências, ou grande decadência (exemplo atual de aluguéis de filmes e muitos outros);
- Involuntariamente (às vezes por excesso de confiança) se afasta do balcão, ou seja, das tarefas básicas da empresa;
- Delega funções e não cria meios de avaliação de performances;
- Não percebe que os comprometimentos com a empresa, em muitas ocasiões, representam inúmeros sacrifícios pessoais.
Desta forma poderíamos citar muitos motivos, que determinam dificuldades insuperáveis, desembocando fatalmente no enfraquecimento da empresa. Nesse estágio muitos (certamente a maioria), conseguem encerrar as atividades, sem enfrentar um processo falimentar; outros vendo a frustração de seus planos, criam a chamada “Falência Fraudulenta”, normalmente esvaziam a empresa, retirando todos os bens que ela possui (imóveis, veículos etc...), bens responsáveis por créditos concedidos ao empresário e a empresa, evidentemente operações disfarçadas por um bom tempo.
Finalmente, temos uma menor parcela de empresas que falem, apesar de todo sacrifício do empresário, inclusive com comprometimento de todos seus bens pessoais; ou seja, o empresário que muitas vezes, tem a esperança de reverter a situação, tem a esperança que possa superar a crise empresarial, injetando o capital proveniente da venda de seus bens pessoais.
Não pretendemos julgar neste enfoque se as providências tomadas pelo empresário foram acertadas ou não, sacrificando normalmente, nessas situações, toda sua família; ou que pretendemos demonstrar nesse panorama, que podemos adjetivar essa situação de muitas formas, menos que se trata de uma “Falência Fraudulenta”.
Isto posto, não é aceitável o preconceito existente por boa parte do empresariado e da sociedade, contra o colega falido. Preconceito este representado principalmente por tratamento frio ao colega, motivado por pseudo fato de que o empresário falido, não venha lhe trazer sorte, mas mau agouro. Mal comparando seria o cãozinho doméstico, que adquiriu ou outra doença qualquer, e é abandonado na via pública, longe do lar em que habitava, para não oferecer riscos aos seus ex-donos; ou seja, no momento de sua vida que o falido mais necessita de uma oportunidade para trabalhar e ganhar o pão com dignidade é abandonado pelos ex-colegas de seu ramo de atividade, sendo tratado com indisfarçável indiferença e pouco caso. Não temos dúvida que o cãozinho doente precisa de tratamento e carinho, e por sua vez, o empresário que não foi bem sucedido, profundamente ferido em sua autoestima, e muitas vezes extremamente fragilizado financeiramente, precisa de outra oportunidade, para se sentir útil e ressuscitar sua coragem e auto-amor...
Existem algumas exceções, aqueles amigos verdadeiros, que não abandonam o amigo falido, fazem o possível para ajudá-lo, inclusive procurando sua companhia e oferecendo seu ombro amigo, para consolo e amparo.
Finalizando não temos dúvidas que este preconceito praticado pela maioria da sociedade, tem que ser revisto, pois todo ser humano merece uma segunda oportunidade, e o menosprezo pelos seus ex-colegas de ramo, preconceito este às vezes praticado abertamente ou disfarçadamente, tem que terminar, pois as pessoas depois de passarem uma experiência dificílima, amadurecem, evoluem no aprendizado da vida e estão ansiosas e extremamente necessitadas de se sentirem úteis, e têm todas as condições de vencerem, aproveitando amplamente, essa segunda oportunidade.
“HEI DE VENCER”


(*)
Angelo Lincoln Della Gatta
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