PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO POR DIRETRIZES - Prof. MSc. João Baptista Sundfeld (*)

Imprimir


Prof. MSc. João Baptista Sundfeld (*)


         
Conforme já disse o Dr. William Deming, norte-americano, especializado em qualidade e produtividade, que desenvolveu trabalhos nos Estados Unidos e Japão: “Sem conceito, não há conhecimento”.

          Para estabelecermos a sistematização na implantação de novos processos, necessitamos fixar alguns conceitos, para evitarmos as armadilhas que a improvisação sempre nos deixa ao longo de nossa jornada.

A técnica mais utilizada para gestão empresarial é o Planejamento Estratégico. Vamos analisar, ainda que brevemente, quais suas principais implicações.


1 – O que é Planejar?

Planejar é a mais importante tarefa a ser cumprida pela diretoria de uma organização. Envolve a reflexão sobre o que estamos dispostos a investir para realizar ações. Podemos planejar todas as atividades. Vejamos alguns exemplos:

  • A que horas vamos nos deitar.
  • A que horas vamos nos levantar.
  • A que horas vamos iniciar nosso trabalho e quanto será o tempo a ele dedicado.
  • Quais as atividades prioritárias, escolhendo as mais importantes e evitando deixá-las tornarem-se urgentes.
  • Quais os produtos e serviços que têm mercado comprador.
  • Qual a melhor maneira de atendermos aos clientes.
  • Como vamos treinar nossos colaboradores e quanto investir em treinamentos.
  • Quais os equipamentos e instalações a adquirir.
    Estas e outras questões derivadas devem ser planejadas.
    Os grandes problemas residem em: Como devemos planejar e qual a melhor metodologia?
              Antes de buscar respostas, vamos refletir sobre os conceitos de planejamento estratégico.

2 – O que é planejamento estratégico?

          Existem muitas definições, mas escolhemos uma por ser simples e relativa à atividade empresarial:


“Planejamento é a ação que estabelece um futuro desejado para a organização, os objetivos a atingir e os meios para atingi-los”.


A palavra “estratégia”, originalmente, foi utilizada na arte militar, assim como a palavra “tática”. Modernamente, ambas podem ser usadas pelas empresas, para alcançar objetivos já definidos.

          É frequente vermos empresas fixando metas sem que um estudo minucioso preceda essa fixação. Vamos assumir, por exemplo, que a diretoria da TAM LINHAS AÉREAS decida fixar os seguintes objetivos e metas:

  • Aumentar a participação no mercado internacional em 20% nos próximos cinco anos.
  • Aumentar o faturamento em 10% ao ano, no mesmo período.
  • Aumentar a participação no mercado interno, em 5% ao ano, no mesmo período.

Em princípio, a fixação de objetivos e metas parece ser a resposta certa à questão do planejamento, mas não basta. Senão vejamos:

  1. Para aumentar a participação no mercado internacional, foram realizados estudos sobre quais regiões serão mais facilmente  atingidas, por serem nichos não explorados ou mal trabalhados?
  2. Quais seriam as regulamentações internacionais que afetariam nossos negócios?
  3. Quais foram os estudos anteriores à fixação da meta de 20%?
  4. O aumento de 10% no faturamento será feito por aumento de preços ou por maior participação no mercado?
  5. Seria por ambos?
  6. O aumento da participação no mercado interno é factível, considerando-se a queda de preços e o aumento da concorrência?
    Poderemos questionar também, se antes de fixar tais objetivos, não seria mais produtivo pesquisar previamente:
  • Os planos dos competidores para a compra de novas aeronaves.
  • Estudar a situação financeira dos competidores e a nossa.
  • Quais serão os investimentos que precisaremos fazer.

3 – O planejamento estratégico por diretrizes

          No início do século XX, foram desenvolvidas novas técnicas para a Administração Científica por Taylor nos Estados Unidos e utilizadas por empresas como Ford e GM. Após a 2ª Guerra  Mundial, o Japão gerou nova evolução, visando obter a participação e o comprometimento das pessoas em todos os níveis das empresas.

          Para estimular mais ainda a sistematização, foi criada a técnica chamada de Gerenciamento por Diretrizes - Hoshin Kanri em japonês – que estuda, detalhadamente, todas as ações propostas que serão documentadas e, em seguida implementadas, utilizando um instrumento de gestão conhecido como P-D-C-A, ou seja:


PLAN      =  Planejamento

DO         =  Desenvolvimento das ações planejadas

CHECK = Conferência ou checagem entre o planejado e o  desenvolvido

ACT        = Agir corretivamente e realimentando o PDCA.


A utilização do Planejamento Estratégico por Diretrizes permite desdobrar as diretrizes básicas, fixadas pela alta administração da empresa, detalhando para cada área de responsabilidade da organização os Planos de Ação com cronograma físico e financeiro, para que sejam atingidos os objetivos fixados.

          Trata-se de sistema estruturado que permite medir os resultados e a consolidação dos processos, bem como a análise de problemas, com instrumentos que permitem encontrarmos soluções mais favoráveis ao sucesso da organização e ao bem-estar de todos os envolvidos.


 
(*) João Baptista Sundfeld, economista, contador, pós-graduado em marketing, professor de Planejamento e Finanças e consultor da Sundfeld & Associados – www.sundfeld.com.br - Cel. 9991.3529

Contato

Nívio Terra - Advogado de Negócios e Consultor Pessoal
nivio@PortaldoSocioedaSociedade.com.br
nivio@terracpe.com.br

Credite a fonte

O CONTEÚDO DO PORTAL DESPERTOU INTERESSE, COPIE, MAS CREDITE A FONTE. SUA ÉTICA SERÁ O FISCAL DESTE PEDIDO.
Copyright 2011 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO POR DIRETRIZES - Prof. MSc. João Baptista Sundfeld (*) - Joomla