A Lei dos 4 Emes - Para um bom Planejamento - Seqüência 2 - Metodização

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 Nívio Terra, Advogado e Consultor Pessoal   
 
  Toda atividade humana necessita de certa sistematização, desde o nascimento da idéia até vir a ser efetivamente concretizada.
O caminho seguro para obtenção do melhor resultado passa pela obediência a um roteiro pré-estabelecido. Então, criei a
A Lei dos 4 Emes Para um bom Planejamento,
e, para facilitar a memorização das quatro etapas, apresentei, nos Conceitos Iniciais, as suas designações:
MATURAÇÃO – METODIZAÇÃO – MATERIALIZAÇÃO – MELHORAÇÃO.
Mais adiante, na Seqüência 1, proclamei que o
“o planejamento é uma atividade sistêmica”,
e me aprofundei na análise da primeira lei, nomeada por
“MATURAÇÃO”.
Resumindo, naquela oportunidade, as suas principais características. Neste momento, dou prosseguimento à análise, cuidando da 2ª Lei que é a
“METODIZAÇÃO”
Sabendo, através da Maturação, o que deseja em relação ao seu projeto, o autor da obra parte para o período seguinte, que é o de colocar em ordem o que vai pela sua inspiração.
Aqui, o empreendimento começa a tomar forma, a sofrer a transpiração. Aquela idéia, até então amorfa, abstrata, passa a ter certos contornos, tornando-se algo mais concreto.
A organização é o caminho a seguir quando se deseja alcançar um bom resultado.
O empreendedor está convencido do que aspirar, embora no princípio possa desconhecer os caminhos a percorrer. Daí começa a se preocupar em criar um método para que o invento se torne realidade. Planificando a sua idéia, chega o tempo de decisão a respeito de como será desenvolvido o trabalho.
Terá companheiros? Sócios ou empregados? Será o caso de se aplicar a terceirização? Em algum tipo de empreendimento precisará se socorrer de prévio aconselhamento técnico-jurídico e até debater seus instintos com um consultor pessoal, a fim de dar prosseguimento na escolha e cristalização do seu intento.
Através da análise de questões técnicas melhor apurará a seqüência do seu trabalho. Pesquisa do público a atingir, insumos aplicáveis, exame da tributação.

Lembro-me de interessante ensinamento de Rousseau Leão Castello Filho, Consultor:
“Num mundo de negócios caracterizado pelo crescimento exponencial das variáveis decisórias e pela incerteza, os processos de decisão baseados apenas na lógica e na objetividade tornaram-se insuficientes. Há que se combinar lógica e racionalidade com intuição e criatividade. Chamamos isso de ‘alongamento mental’...
O pensamento convergente ocorre quando fazemos escolhas, buscamos informações, decidimos sobre algo, analisamos alguma coisa, quando tentamos convergir várias idéias para um foco comum”. (*)

Descobrindo os detalhes do seu invento, procurará alguém para o seu convívio. Interessante que, em muitas oportunidades, terá de voltar ao tempo da Maturação (**) para buscar subsídios a esta fase de Metodização.
Sendo hipótese de associação de pessoas, os participantes do grupo começam colocando no papel as diretrizes que pretendem tomar. É quando aquele sentimento egoístico examinado na Maturação começa a ser deixado de lado. Interesses comuns e recíprocos precisam ser debatidos e coordenados, cada qual colocado na balança equânime do bom senso. Nesta fase, muitos empreendimentos não são levados adiante pelo individualismo que continua exacerbado por uma ou ambas as partes. Para resolver essa pendência, é necessário intensificar a negociação. Muita saliva, presença de espírito, idéias salutares, transigências podem levar a boas conclusões.
Terceiros, por vezes, cooperam na superação desses obstáculos. Advogados de Negócios ou Consultores Pessoais, desde que preparados para o mister, pensando menos nos honorários que daí possam auferir, e mais nos bons resultados para os seus clientes, são importantes interlocutores.
Protocolos iniciais, pré-contratos, instrumentos contendo lembretes são bem-vindos para que as tratativas continuem em bases sólidas. Trabalhando com os dois exemplos formulados quando da análise da lei da Maturação, vejamos o que ocorre na fase da Metodização.
Na sociedade para negócios o interessado chegou, por exemplo, à conclusão de que necessita de sócio para um ou todos destes itens:
a) complemento financeiro;
b) gerir a parte administrativa; ou
c) qualquer outra complementação.
Com isso, surge a necessidade da busca do ou dos parceiros, conforme os requisitos de que sejam possuídos. É o momento da efetiva consolidação dos princípios para a constituição da sociedade. Vitórias ou fracassos anteriores precisam de avaliação.
A análise das suas necessidades e das suas possibilidades. É preciso que cada qual conheça o pensamento dos seus interlocutores, verificando se é adaptável a si próprio.
Em artigo publicado em 1988 chamei a atenção de que numa pretendida criação de sociedade deve-se levar em conta o conceito sociológico. Ou seja, precisa ser verificado como o pretendido parceiro é, e não como deveria ser! Este é um princípio lógico, já que é difícil modificar a personalidade do indivíduo, o que até não é conveniente.
Eis uma das primeiras perguntas, bem apropriada:
“Eu sirvo para sócio?”
No livro “Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários”, aprofundo-me nessa questão. Esse instante é tão importante que, não bem arrematado, pode causar intensos desconfortos e arrependimentos futuros.
Nessa ocasião poderá surgir o líder maior e, de acordo com a sua força moderadora pressentir-se-á, de certa forma, o destino do projeto. No caso da criação de instituição de caridade, os fundadores sabem de quem cuidarão e como farão o recrutamento, dentro das possibilidades avaliadas. Não devem estranhar que o projeto se inicie com aparentado de uma das partes ou de todas elas. O importante é que os envolvidos estejam conscientizados de que a atitude principal é levar conforto moral e até material para aqueles que irão proteger.
A Metodização se aperfeiçoa com o roteiro escolhido para ser objeto da implementação. O caos organizou-se. O invento está delineado, a idéia consolidada, o empreendimento ordenado, com o criador e parceiros prontos para adentrar no mercado, no mundo dos vivos.
O processo mental evoluiu para a fase material a ser aplicada logo a seguir.
Imagine o leitor algo já metodizado: a loja está montada, os produtos na prateleira; a documentação fiscal preparada pelo contador, o sócio criador – ou, os sócios – de pé, aguardando a abertura triunfal da porta da entrada. Todos contando com o sucesso.
Agora, somente falta executar a 3³ Lei dos 4 Emes Para um Bom Planejamento, da qual em breve cuidarei, e que se memoriza com a designação de MATERIALIZAÇÃO.
Resumo, como lembretes, as principais características da 2ª Lei, a Metodização:
- é parte de uma atividade sistêmica
- é o segundo estágio da invenção
- é um processo consciente de organização do caos
- é manifestação organizada
- é a eventual procura de parceiros
- é a transformação da intenção egoística para uma atitude solidária
- é a inspiração transformada em transpiração
- é a chegada da invenção ao seu destino.
A Metodização, como realização de um ideal, é de alto significado, pois prepara o invento, seja ele produto ou serviço, para ser levado ao conhecimento e julgamento do público-alvo.

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(*) NF 12/2121 (arquivo pessoal do autor)
(Você já leu? Chegou no dia 05/11/01)
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COPIE, MAS CREDITE O AUTOR E A FONTE. SUA ÉTICA SERÁ O FISCAL DESTE PEDIDO.
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