0 P0NTO DE EQUILIBRIO DA EMPRESA - Por João Baptista Sundfeld

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João Baptista Sundfeld (*)

administração financeira de uma empresa exige do executivo responsável pela área, conhecimentos em Contabilidade e Finanças em nível superior, para atender a todos os requisitos da função, incluindo a responsabilidade pelos balanços, demonstrações financeiras, setor de custos e área fiscal. Por isso é exercida por um Contador ou Economista que são os profissionais mais habilitados para assumir a função.

A Contabilidade feita dentro dos padrões geralmente aceitos, deve estar em condições de responder a uma Auditoria Externa, para que seus números sejam certificados pelos auditores. Sociedades anônimas, especialmente as de capital aberto com ações em Bolsas de Valores, no Brasil seguem recomendações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) chamada de “xerife do mercado”, cujas funções incluem o controle sobre as citadas sociedades.

A complexidade da administração financeira pode ser maior ou menor conforme o tamanho da organização. Inúmeras análises podem ser realizadas pela Controladoria da empresa para controle do fluxo de caixa, dos estoques de mercadorias, para acompanhamento do Capital de Giro, relações com clientes, fornecedores e bancos.

Uma análise interessante é a do Ponto de Equilíbrio, a qual determina num gráfico cartesiano o encontro das curvas de Vendas, dos Custos Fixos mais a curva dos Custos Variáveis. Nesse ponto a empresa vendeu tantas unidades cujo faturamento cobriu os custos citados não gerando lucro nem prejuízo. É o ponto chamado em inglês de Break-Even Point ou em português, o Ponto de Equilíbrio, a partir do qual a empresa inicia a geração de lucros. Nesta análise determina-se a quantidade em unidades vendidas como também em reais. É de fato um instrumento de grande valia para a administração.

A fórmula que nos dá o Ponto de Equilíbrio (PO) é a seguinte:

Ponto de Equilíbrio = Custos + Despesas Fixas / Margem de Contribuição Unitária ou

PE = ( Custos + Despesas Fixas) dividido pela MC Unitária

Aqui surge um outro conceito que requer explicação, ou seja, a Margem de Contribuição. A palavra margem permite ser complementada por várias hipóteses, tais

como “margem de segurança, margem de garantia, margem de preferência, margem de um rio”, entre outras. Em Contabilidade é utilizada para designar a “margem de lucro”, sendo a mais conhecida. Em Controladoria é utilizada para designar a “margem de contribuição”, representada pela diferença entre o preço de venda e o custo variável de um produto. Agora o leitor deve estar se perguntando, o que significa o “custo variável” do produto. Tecnicamente a expressão é definida como o valor que contribui para absorção dos custos fixos, surgindo nova dúvida: o que é “custo fixo?” Neste artigo vamos esclarecer o significado de custo variável e custo fixo. São expressões técnicas para diferenciar valores de representação específica.

O custo variável de um produto é representado por todos os gastos identificados com o produto ou serviço específico. São variáveis os custos de materiais e da mão de obra utilizados na produção.

Por outro lado os custos fixos independem da produção e são caracterizados por aluguel, luz, agua, restaurante, telefones e outros cuja existência é própria das empresas ativas. Exemplificamos a seguir com uma Demonstração de Resultados de empresa fictícia:

Reais %

Vendas............................................ 250.000,00 133,3

(-) Impostos.................................... (62.500,00) 33,3

(=) Vendas Líquidas........................ 187.500,00 100,0

(-) Custos variáveis.............................(112.500,00) 60,0

Igual: Margem de Contribuição..........137.500,00 40,0

(-) Despesas Administrativas.............. (18.750,00) 10,0

(-) Despesas de Vendas...................... (15.000,00) 6,5

= Lucro antes do I.R. e Contr. Social....103.750,00 33,5

­­­(-) I.R. e Contribuição Social............... (29.050,00) 15,5

Igual ao Lucro Líquido........................ 74.700,00 18,0

Este exemplo mostra a Demonstração de Resultados englobando as vendas de todos os produtos da empresa. Outra possibilidade é a que demonstra o resultado por produto, tarefa que é desenvolvida pela Contabilidade de Custos. Pode-se obter a Margem de Contribuição por produto utilizando como divisor a quantidade vendida até aquele ponto.

Enfim, a Margem de Contribuição demonstra quanto esta Margem contribui para cobrir os custos variáveis e fixos e permitir à empresa obter o lucro. Um aspecto relevante deste estudo é o que permite encontrar o Ponto de Equilíbrio, (Break-even Point) no qual as unidades vendidas até aquele ponto cobrem todos os custos variáveis e as despesas fixas e a empresa não tem lucro nem prejuízo.

As análises aqui referidas são fundamentais para que o administrador financeiro da empresa possa exercer suas funções com segurança.

 

João Baptista Sundfeld é contador, economista, Coach e Mestre em Educação. Seus artigos são publicados em seu

site www.sundfeld.com.br e em portais como Portal da Qualidade Brasil e Portal do Sócio e da Sociedade

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