Livro: ISRAEL VAINBOIM – LIÇÕES DE ARQUITETURA FINANCEIRA (*)

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O Portal do Sócio e da Sociedade, indicando a leitura deste

livro para os seus usuários da internet, está efetivamente

prestando um serviço público.

O autor conta a sua vida empresarial ofertando informações

práticas, com grande erudição e numa linguagem bastante

acessível, até para quem tenha poucos conhecimentos na

 

área financeira. E, com isso, torna a leitura uma empreitada bem agradável e instrutiva.

A Nota Explicativa constante da contra capa faz um bom apanhado do que será

possível obter do livro:

GRANDES LÍDERES que constroem o Brasil.

Poucos homens nascem com a capacidade de chegar ao topo. Um executivo notável, criado a partir do conceito da boa engenharia e com um dom inigualável para arquitetar excelentes oportunidades de ne­gócio é ainda mais raro.

Dono de uma visão privilegiada e participante direto de algumas das grandes passagens econômicas do país nos últimos quarenta anos, Israel Vainboim, ex-diretor e ex-presidente do Unibanco, e atual con­selheiro de algumas das maiores empresas do país, conta sua his­tória e permite que o leitor compreenda como se formam as mentes que geram riquezas e, ainda, a maneira pela qual funcionam os basti­dores do mercado financeiro, no calor de suas manobras.

Neste livro, Israel compartilha suas ideias aos que, de uma forma ou de outra, por elas foram atingidos ao longo das últimas quatro dé­cadas. É o valor de quem alcança uma meta e, não satisfeito, decide ensinar o caminho com o próprio exemplo.

Chama a atenção a humildade desse Executivo que atingiu o ápice no comando de um dos maiores estabelecimentos bancários e financeiros, ao mesmo tempo em que ensina o que é, na verdade, o Planejamento estratégico, como se lê às fls. 18/19:

Ao longo de minha carreira, tive a colaboração de um numeroso gru­po de excelentes profissionais liberais. Não será possível mencionar todos eles nos relatos das operações deste livro, mas faço questão de registrar que foram figuras fundamentais em minha vida profissional, não só pelo que me ensinaram, mas por terem desenvolvido seus trabalhos com tamanha competência e independência que me deixavam livre de muitas preocupa­ções, tranquilo e confiante, não perdendo o foco de meus objetivos. Sa­bendo que serei injusto com os não citados, gostaria ainda assim de mencionar alguns: Joaquim Francisco de Castro Neto, Wilson Xavier, José Carlos Madia de Souza, Asdrúbal Campanera Laia Franco e Fernando Menezes no comando da rede de agências; Carlos Alberto Frederico e Cé­sar Sizenando na tesouraria; Arnim Lore no câmbio; Octavio César Nas­cimento e Zeca Rudge na seguradora e na previdência; Mareio Schettini na área de cartões; António Fernando de Franceschi, Danilo Mansur e Luis Henrique Furquim no marketing; Fernando Sotelino, Sérgio Zappa e Luís Fernando Rezende no banco de investimentos; Adalberto de Moraes Schettert no back office; Geraldo Travaglia na controladoria; Bellini Cunha na área de relações governamentais; Luiz Eduardo Pinto Lima na área de crédito imobiliário; Aldo José Faccin na área de crédito e cobrança; e Mar­tin Spiteri na área de contratos do BIB.

Mesmo com boas equipes, erro grave é não querer planejar ou, pior, planejar de forma equivocada, como se tivéssemos uma bola de cristal. Planejamento estratégico é um passo sério dentro da arquitetura financei­ra Tenho uma visão muito particular sobre isso, adquirida ao longo dos anos, a partir de muita reflexão. Para mim, planejamento estratégico não é mais do que buscar um sentido mínimo de direção, isto é, olhar para o futuro e tentar visualizar para onde se quer ir e aonde se quer chegar. E nada mais. Daí para frente, sabendo o que se quer, tudo se resumirá em um exercício permanente de avaliação das oportunidades que forem sur­gindo. Olho vivo nas oportunidades. Não mais que isso. Podem chamar de urna leitura bem simplista, não me importo. Pensar de forma simples é um dom que deve ser cultivado por todo gestor.

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Atenção: planejamento não é realidade, planejamento é planejamento. É irreal e ilusório tentar adivinhar o futuro. Um exemplo: se eu passasse minha carreira perseguindo uma fusão do Unibanco com o Itaú, com vis­tas a virarmos o maior banco brasileiro, eu perderia meu tempo e poderia me frustrar seriamente. O que nós queríamos? Sabíamos, à custa de muito analisar, refletir, desenhar e arquitetar, que haveria uma inevitável concen­tração no sistema financeiro brasileiro e que poucos seriam os sobreviven­tes, poucos bancos seriam viáveis, rentáveis e competitivos. Com esse panorama, repito a pergunta: o que nós queríamos? Queríamos ser um desses bancos fortes remanescentes. Então, pronto: toda a arquitetura fi­nanceira da companhia deveria ser voltada para nos permitir chegar a isso. Desenvolvemos uma obsessão em exercer as oportunidades, não uma ob­sessão específica em querer fazer a fusão com o banco A, B ou C. Não seria inteligente nem produtivo.

Este livro não pode faltar na biblioteca de empresário empreendedor aplicado em aprimorar seu trabalho, além de desejar abrir novos negócios.

(*) – Israel Vainboim – Lições de arquitetura financeira –

Em depoimento a Dib Caneiro Neto. Ed. Gente – 2013 –

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