Livro. A LEI DE PARKINSON - Prof. C. Northcote Parkinson – Tradução apresentada por Silveira Sampaio (*)

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Este livro é ótimo para quem cuida de gestão de empresa, seja pela profundidade da matéria apresentada, seja pelo texto agradável.

A LEI DE PARKINSON – NA SOCIDADE – NA POLÍTICA – NOS NEGÓCIOS.

A editora, na orelha do livro oferece um bom incentivo à leitura:

A "Lei de Parkinson" é um estudo de instigante originalidade sobre fenômenos desconcertantes da vida atual. Sátira, sem dúvida. Mas sátira sem amargura; antes, com uma graça de sabor mediterrâneo, realçada pela prosa viva do excepcional homem de espírito que foi o seu tradutor, SILVEIRA SAMPAIO.

É isto, sem dúvida, que define e explica o grande sucesso obtido pela primeira edição.

Um simples exame do índice do livro da­rá a justa medida do conteúdo e da forma desta obra — hoje considerada um clássico.

"Um chefe de seção está sempre disposto a aumentar o número de seus subordinados, desde que não sejam seus rivais”.

"Os chefes de seção in­ventam trabalho uns para os outros".

São duas verdades quase axiomáticas, ensina o autor. Mas não constam dos compêndios graves que tratam, hoje, de Ciência da Administração — tanto da pública quanto da particular.

Esse contraste irônico é permanente em todas as observações do Autor, pois a sátira corre por conta da natureza humana. Afinal de contas, homens de empresa, banqueiros, políticos e barnabés são, também, seres hu­manos, podem merecer, com igual justiça, es­tátuas ou caricaturas.

O Prof. Parkinson é autoridade de reno­me internacional em História e, especialmen­te, em História Económica. Sociologia, tam­bém. Tem intimidade com fenômenos sociais complexos, como são a Administração e a Bu­rocracia. Ela evidencia-se ao longo da leitura desse livro, cuja leitura vale como um sorriso terapêutico e ansiedades e frustrações do nosso dia-a-dia.

Um pequeno trecho, logo no início da narração, mostra a perspicácia do Autor e da sensibilidade jovial do tradutor, nestes termos (pg. 3):

Capítulo l

A LEI DE PARKINSON OU A PIRÂMIDE QUE CRESCE

O trabalho aumenta a fim de preencher o tempo disponível para sua conclusão. A prova disso é que o homem mais atarefado é aquele que dispõe de horas vagas.

Assim, uma ociosa senhora de idade pode passar o dia inteiro escrevendo e despachando um cartão para sua sobrinha em Bognor Regis. Uma hora será gasta procurando o cartão; outra, caçando os óculos; meia hora para achar o endereço; uma e um quarto na redação e vinte minutos para decidir se carrega ou não o guarda-chuva para ir à Caixa Postal, na rua próxima. Todo esse esforço, que para um homem atarefado ocuparia três minutos, pode deixar outra pessoa prostrada após um dia de dúvidas, ansiedade e fadiga.

 

 

 

Admitindo-se que o trabalho (e especialmente o traba­lho com papéis) é elástico na sua exigência de tempo, é claro que haverá pequena ou nenhuma relação entre o trabalho a ser feito e a quantidade de pessoas a executá-lo. A falta de atividade não significa lazer, nem é a indolência que revela, necessariamente, a falta de trabalho. As coisas a serem fei­tas aumentam de importância e complexidade em proporção com o tempo a ser gasto.

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Abandonando detalhes técnicos, que são muitos, podemos distinguir, de início, duas “forças-motivo” que podem ser representadas por duas verdades quase axiomáticas:

  1. – Um chefe de seção está sempre disposto a aumentar o número de seus subordinados, desde que não sejam seus rivais.

  2. – Os chefes de seção inventam trabalho uns para os outros.

No decorrer do livro, o administrador encontrará, para sua reflexão, frases que o alertarão para o seu trabalho, como estas:

“O fato de as pessoas estarem ocupadas não prova que há algo útil para elas fazerem”.

“Um burocrata desocupado logo inventa um formulário”.

“Sempre se trabalha mais quando não se sabe direito o que fazer”.

“Não trabalhe mais do que três dias na semana com computadores. Você vai ficar intelectualmente obtuso e fisicamente depauperado”.

 

 

 

Feliz leitura!

(*) A Lei de Parkinson – na sociedade, na política, nos negócios

C. Northcote Parkinson – Tradução de Silveira Sampaio – Ilustrado por Robert C. Osborn

3ª Edição – 1970 - Livraria Pioneira Editora

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