A MULHER À FRENTE DE NEGÓCIOS – Por João Baptista Sundfeld (*)

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No passado as mulheres tinham a função de cuidar da casa e dos filhos. Atualmente, representam mais de 50% da força de trabalho e cerca de 50% ocupam cargos de grande responsabilidade, sobretudo em empresas familiares.


Os dados são da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2012 (GEM) originado pela parceria entre o SEBRAE e o IBQP – Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade. Quando é o caso de empresa familiar, mesmo que a esposa não faça parte da sociedade ou de sua administração, muitas vezes ela convive com as pessoas que sucederão o marido na direção da empresa, como filhas e filhos, representando, não raro, uma personagem decisiva nesse ambiente.


Como esposa, sua importante participação começa com a estruturação da família e, frequentemente, é ela quem conhece o fundador na intimidade. Poderá ser sócia da empresa, participando de sua administração em cargos de confiança.


Aqui pode residir um problema, pois nem sempre a mulher tem as qualificações necessárias, o que poderá prejudicar sua gestão. Quando identificada, essa questão deverá ser tratada num “conselho de família” com ponderação e transparência, evitando-se mágoas e ressentimentos.


Afinal, quando a empresa cresce, surge a necessidade da contratação de profissionais experientes para seu desenvolvimento. Além disso, a mulher poderá já ter formação profissional ou programar cursos em regime de pós-graduação, que lhe proporcionarão os conhecimentos necessários.


Temos acompanhado casos em que a demora na contratação de um ou uma especialista, causou grandes perdas para a empresa, considerando-se que o mercado globalizado exige maior competência para enfrentar os embates surgidos em concorrências e até quanto ao tratamento de problemas oriundos de relacionamentos com clientes e fornecedores.


No mundo contemporâneo, devemos reconhecer que as mulheres podem ser as empreendedoras e fundadoras da empresa, cabendo ao marido funções de sócio ou diretor subordinado. Essa troca de posições tem sido bastante comum e não pode ser considerada exceção ou inversão de papéis.


Trata-se de questão de personalidade e competência mais adequada aos cargos disponíveis, podendo representar o sucesso ou fracasso da empresa.


Estudos e pesquisas sobre empreendedorismo têm demonstrado que as mulheres são mais empreendedoras que os homens e na atualidade as oportunidades para elas têm aumentado, confirmando os dados pesquisados.


Para incentivar as mulheres empreendedoras o SEBRAE instituiu um prêmio anual e as mulheres ao narrarem suas histórias são estimuladas a destacar os valores positivos que possam incentivar outras mulheres, tais como: iniciativa, visão de futuro, pensamento sistêmico, inovação, valorização das pessoas, planejamento, estabelecimento de metas, busca de informações e de oportunidades.


(*) João Baptista Sundfeld é economista, contador, mestre em educação pela PUC/SP, coach e sócio fundador da SUNDFELD e Associados – Gestão Empresarial - www.sundfeld.com.br - Cel. 99991. 3529

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