AS EMPRESAS FAMILIARES – MESA CORPORATE GOVERNANCE - Por Herbert Steinberg (*)

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O tema – empresas familiares – é um dos mais estudados em Administração e, por tal motivo, o Portal do Sócio e da Sociedade apresenta o ótimo enfoque formulado pelo Professor Herbert Steinberg, com o título

O SALTO PARA A PERPETUIDADE

PERFORMANCE - ENTRAVES ÀS EMPRESAS FAMILIARES,

parte integrante de uma coletânea de textos elucidativos preparada pela Mesa Corporate Governance, primeira consultoria brasileira a se dedicar com prioridade à dimensão humana da governança corporativa, constituindo um nicho sofisticado da moderna consultoria de gestão.

Eis o relato, em sua íntegra:

“Estes são alguns dos obstáculos à evolução das práticas de governança corporativa e de gestão apresentados por empresas de controle familiar:

EM GOVERNANÇA CORPORATIVA

Processo de sucessão do fundador (ou fundadores) pendente de solução ou mal encaminhado, com focos de insatisfação entre os demais acionistas.

Modelo insatisfatório de exercício da propriedade, impedindo a definição de papéis e de responsabilidades na cúpula da organização.

Favorecimento a filhos e parentes na contratação para funções executivas, com remuneração inferior à do mercado.

Recusa a convite de emprego por parte de executivos competentes e de boa reputação.

Dominância de agendas ocultas (falta de explicitação de desejos e ambições por parte dos sócios e sucessores).

Falta de uma liderança em padrões modernos, capaz de obter coesão cultural, de garantir relacionamento civilizado entre os atores e de garantir um alto desempenho.

Falta de visão de outsider (capacidade de compreender cenários externos e de propor alternativas ao risco apresentado).

Confusão estratégica, determinada principalmente pela ausência de uma visão clara sobre o rumo da organização.

Manipulação da distribuição de dividendos em benefício do tomador

da decisão.

NA GESTÃO

Estilo de gestão autocrático e centralizador, que não abre espaço para a afluência de novos talentos (tanto de fora como de dentro da família).

Dificuldade para obter desempenho acima da média. Os avanços existem mas são descontínuos e pouco consisten­tes, fazendo com que os melhores desempenhos consti­tuam picos esporádicos.

Falta de elementos de engenharia financeira. Para obter melhor custo de capital, a empresa precisa sair do estágio da gestão da tesouraria e diversificar ou baratear suas fon­tes de recursos. Precisa dominar corporate finance. Esse é um caminho obrigatório para poder se financiar num ambiente de governança corporativa.

Uso abusivo de capital intensivo, com baixa participação de soluções modernas, como terceirização de importantes fatores de custo, incluindo até mesmo a fabricação externa de parte da linha de produção.

Falta de flexibilidade para ajustar a gestão a flutuações da economia. Exemplo: empresas de menor porte que se tor­nam exportadoras são alijadas do mercado com a deprecia­ção do dólar.

Ausência de sistemas integrados. Muitas empresas ainda estão na era do software Excel e não conseguem acompa­nhar a eficiência de quem consegue integrar logística, finan­ças, contabilidade e fluxo de caixa. Fica faltando a interliga­ção de todas as operações financeiras.

Má gestão do capital humano. As lideranças, frágeis ou de estilo paternalista, não conseguem fazer com que as pes­soas se alinhem às estratégias e aos processos, levando a atuações desconectadas e a desempenhos desiguais. A empresa não consegue formar "times de competências", com desempenho elevado e garantia de sucessão.

Composição inadequada da carteira de clientes. Uma alta concentração em clientes históricos e uma baixa segmenta­ção da carteira podem acentuar o risco de abandono e de inadimplência.

Descompasso entre discurso e prática. É comum que empresas que praticam externamente discursos de alta qualidade convivam com níveis elevados de defeitos na pro­dução, desmoralizando propostas nesse ou em outros âmbitos da atividade da empresa.”

(*) – “Dedico este estudo aos milhares de empreendedores anônimos ou

pouco conhecidos que fizeram e fazem o vigor da economia brasileira.”


Herbert Steinberg – fundador da Meca Coporate Governance, é consultor em

 

governança corporativa e desenvolvimento humano.

 

 

 

www.corporategovernance.com.br

www.asempresasfamiliares.com.br

mesa@corporategovernance.com.br

 

Tel.: 55(11)3078-2828 – Fax: 55(11)3168-8822

Texto preparado por Nívio Terra, Organizador

do Portal do Sócio e da Sociedade.

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Nívio Terra - Advogado de Negócios e Consultor Pessoal
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