ROTARY – EMPRESÁRIO: A BUSCA NO SERVIR – Nelson Weingrill (*)

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“Eu dormia e sonhava que a vida era alegria. Acordei e vi

que a vida era serviço. Servi, e descobri que o serviço

é a alegria”.  - Rabindranah Tagore

 

 

Instado a me pronunciar, busco transmitir mensagens alicerçadas em algumas obras, bibliotecas e livros que me permitam aprender algo e, levando-as ao âmbito do Rotary, despertar o interesse dos companheiros que tem a paciência de me ler ou ouvir.

 

Hoje fui sorver os pensamentos do companheiro Edson Pereira Neves, Governador 1980-82 do Distrito 4680 do Rotary International, expostos em seu livro Alegria de Servir edição 1983.

 

Diz ele:

 

É um direito inalienável do homem traçar seu próprio destino. Logo, o homem é o artífice do mundo em que vive. De u’a mão dadivosa recebe a vida e tudo que o mundo pode oferecer. Ao traçar, à sua própria maneira, os rumos de sua vida, não pode esquecer o compromisso que tem de uma vida comunitária.

 

Viver é o maior de todos os privilégios que recebemos. A vida é uma obra de arte. Compete-nos o indeclinável dever de traçar o seu modelo segundo a mais perfeita concepção. Oportunidades não faltam. E a vida torna-se bela para aqueles que têm um alvo a alcançar. Que vivem espalhando a luz da compreensão no caminho dos semelhantes. A duração da vida é curta ou longa. Depende do ângulo do qual a contemplarmos.

 

Foi Stephen Benet que afirmou:

 

“Não se perde a vida ao morrer; perde-se minuto a minuto, no dia que se arrasta, em mil maneiras sem importância”.

 

O homem, com sua poderosa inteligência vai dominando a matéria. Grandes e notáveis conquistas da ciência. Aumenta-se a média de vida da maioria dos povos. Desfruta-se de todo conforto. Desloca-se em velocidades vertiginosas, de um extremo ao outro do mundo. Mas, para ser verdadeiro, o homem precisa também reconhecer que, na mesma proporção em que o mundo torna-se menor, os seus problemas tornam-se maiores. Ganha de um lado e perde de outro. Enquanto vai dominando a matéria, perde o domínio de seu universo interior. Cada vez o homem possui menos de si.

 

Para Constâncio Vigil “o ano tem 365 angústias, o dia tem 24 desencantos, a hora tem 60 inquietações”. Há, nestas palavras, uma grande dose de pessimismo. Mas não podemos fugir, no entanto, da realidade de um mundo que foi feito para a alegria, mas que se desfaz em lutas, dores e perplexidades.

 

Muitos querem demonstrar que a inteligência do homem bem que pode ser aplicada para a conquista de um fim mais elevado. E que diante dos problemas que afligem a humanidade, abrem-se diante de cada um uma oportunidade de servir.

 

Se temos consciência que não podemos mudar a face do mundo, tentemos mudar a face da humanidade. Se não temos capacidade para num toque de mágica eliminar a miséria e a dor, tentemos ao menos minorá-las.

Se não podemos, tampouco, acabar com toda a inveja e egoísmo que habitam em nossos corações, vamos combatê-los com todas as forças que residem em nosso ser, emanadas da fonte de toda a bondade.

 

Vamos procurar demonstrar que cada um possui forças suficientes para, pelo menos, tentar mudar as coisas. Na tentativa de melhorar o mundo, comecemos por nós mesmos. Que esta decisão seja confirmada através da singela prece: “Concede-me, ó Deus, a serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar, a coragem para modificar as que posso, e a sabedoria para saber a diferença”.

 

Essa é a pequena prece que deve animar a nossa comunhão com o Criador, e que jamais deverá ser esquecida na consecução da tarefa de servir.

 

Precisamos é de coragem para sacudir as estruturas adormecidas do mundo e estratificadas nos campos social, político, econômico e cultural. Precisamos operar, através de um impulso feito ação, uma sensível mudança que possibilite atingir uma nova e mais elevada escala na hierarquia de valores.

 

Há muita inversão de valores. Tanto é que o canadense Lester Pearson, Prêmio Nobel da Paz, viu que o

 

“o homem prepara a guerra como um gigante genial,

mas prepara a paz como um anão retardado”.

 

Não se julgue que tudo está perdido. A vida é bela. E tem muito sentido. Não podemos perder a confiança no futuro. Muitos dependem de nós. Temos uma tarefa a cumprir. Por pequena que seja, devemos executá-la de maneira que seu resultado traga incontáveis benefícios. Por menor que seja o esforço de cada um, poderemos edificar mais solidamente o mundo que vai sendo ocupado pela humanidade.           

 

Um dos aspectos mais atraentes do Rotary é a variada gama de oportunidades para servir. É na prestação de serviços em nossas comunidades e em outras, quando compartilhamos nosso tempo e habilidades, que demonstramos solidariedade com os necessitados. Através dos programas de compreensão mundial, expressamos nossa convicção de que boa vontade não tem fronteiras. Trabalhando em conjunto, particularmente com as novas gerações, construiremos um futuro promissor para todos.

 

Os serviços desenvolvidos por Rotary empolgam a juventude, e podemos nutrir o sentimento de altruísmo inerente às novas gerações. Os programas voltados às novas gerações - Rotaract, Interact, RYLA e Intercâmbio de Jovens - ajudam a desenvolver futuros líderes de nossos clubes e também de nossos países.

 

A juventude possui um grande potencial que deve ser desenvolvido - e que pode revitalizar o Rotary. Porém, o espírito jovem não é monopólio da juventude. Todos nós possuímos potenciais não desenvolvidos que podem ser usados para renovar nossa organização. Dentre as melhores maneiras de captar esse espírito jovial está o lançamento de projetos que sirvam à juventude e o trabalho em conjunto com ela.

 

Valem, assim, as sábias palavras de Rabindranah Tagore:

 

“Eu dormia e sonhava que a vida era alegria. Acordei e vi

que a vida era serviço. Servi, e descobri que o serviço

é a alegria”.

 

 

(*) Nelson Weingrill – Rotary International - D.4.610 - EGD 1996-97

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