EXECUTIVO BRASILEIRO (II) - Em três análises

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(Continuação)

 Executivo brasileiro (II) - Atividade

 

              Nos tempos atuais do empresariado brasileiro, são muitas as empresas que, por efeito da sucessão familiar, vêm sendo aconselhadas a se valer de dirigente técnico. Mas será que os empreendedores ou seus substitutos sabem, efetivamente, o papel que cabe ao administrador executivo praticar? Quantas e quantas vezes este se vê no meio de verdadeira "batalha campal" entre grupos societários, não podendo executar a meta traçada?

             

              E quando ocorrem divergências entre um acionista (em geral ausente no dia-a-dia) e o executivo, que deve tomar decisões diariamente, quase sempre a corda se rompe no lado deste, mais fraco na hierarquia. Aliás, isso não é somente na realidade brasileira. Recordo-me da frase constante na Basílica da Missão San Carlos, Carmel, California: "whether I'm right or wrong, I'm still the boss" (esteja eu certo ou errado, ainda sou o chefe).

 

              Como já foi ensinado por terceiros, a "capacidade de um administrador não se mede pelos esforços que ele faz, mas pelos resultados que obtém".

 

              E, não sendo ele o dono do negócio precisa de maior grau de persuasão para convencer seus interlocutores, sejam eles fornecedores, clientes ou subalternos na constelação da empresa. Ora, sem o apoio superior, o executivo será desprestigiado em seus atos e não conseguirá se manter fleumático, quanto mais cogitar do dia de amanhã.

 

              Claro que esse dirigente poderá falhar. Isto é próprio de "quem faz", já que o omisso nunca erra.

 

              Não sei quanto tempo levará o dono da empresa para compreender a exata função do seu gerente, dando-lhe o devido apoio, concedendo-lhe, até mesmo, o direito de errar.  E quem defende esta tese é Bill Gates, dono da Microsoft:

 

"No mundo das corporações, quando alguém comete um erro, todos correm para se esconder. Na Microsoft, tento acabar com esse tipo de postura (...) mesmo os diretores devem ter o direito de cometer alguns erros”.

 

A justificativa é excelente: "Quando você está fracassando, é forçado a ser criativo, a ir mais fundo em suas buscas e a pensar, noite e dia. Toda empresa precisa de gente que passou por isso.Toda empresa precisa de gente que cometeu erros e tirou o máximo deles”.

 

              Daí a dedução de que o diretor merece ser auxiliado.

 

(Continua: Executivo brasileiro (III) – Apoio)

Nívio Terra.

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Nívio Terra - Advogado de Negócios e Consultor Pessoal
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