EXECUTIVO BRASILEIRO (I)- Em três análises

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Executivo brasileiro (I) - Origem

 

              É usualmente aceita a teoria de que a empresa brasileira moderna nasceu ou despontou após os anos cinquenta. Como toda ela, no seu início, é dirigida pelo próprio dono, resulta daí que o administrador profissional deve ser considerado como categoria originada alguns anos após. Não errarei, portanto, se disser que a atividade exercida pelo executivo brasileiro tem uns sessenta anos de idade, pouco mais, pouco menos.

 

               Sabe-se, ainda, que esse profissional, dado seu noviciado, era - e ainda é - oriundo das mais variadas atividades humanas, sendo representado por advogado, engenheiro, contador, administrador, etc., alguns acumulando funções de sua especialidade com aquelas direcionadas ao negócio, propriamente dito.

 

               Dentro dessa configuração cabe a indagação: o executivo brasileiro tem merecido, regra geral, o respeito profissional? A resposta, infelizmente, nem sempre é positiva, o que, sem dúvida alguma, retrata certa injustiça.

 

              Uma revista de negócios publicou opinião infeliz de consultor financeiro, que afirmava:

          "o executivo brasileiro não pensa no dia de amanhã, nem uma vírgula, além do seu nariz".

 

              Talvez esse conceito tenha alguma razão de ser, se e quando referido em matéria específica ou caso determinado. Mas, genericamente, não sinto nele total razoabilidade. Não se trata aqui de abrir polêmica. Ouso, apenas, lançar testemunho, que abrange pouco mais de cinquenta anos de contato pessoal com donos de empresa, também chamados de empreendedores, e com executivos das mais variadas áreas: presidência, marketing, administração, financeira, etc.

 

              Em decorrência dessa vinculação diuturna permito-me dizer que o "executivo brasileiro" é o "alter ego" do "empreendedor brasileiro". E, como tal, carrega os traumas, as vicissitudes, as paixões, ou seja, a sina do seu superior na empresa.

             

Lógico que ele, como profissional que é, não deve se deixar levar por conceitos errôneos da autoridade maior. Mas que isso é difícil não resta dúvida.

 

 (Continua: Executivo brasileiro (II) – Atividade)

Nívio Terra.

 

 

 

 

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