Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários – 56 – O FRACASSO E A VOLTA POR CIMA

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 FRACASSO E A VOLTA POR CIMA

          Não é fácil contornar o fracasso subsequente ao fechamento da empresa, ocorra, ou não, a sua falência. Comento somente a hipótese de deslize administrativo. Se houver má-fé será da competência da polícia.

          Idêntica sensação de malogro resulta da saída como sócio de uma empresa.

          Embora traumáticas ambas as situações, não significam o fim do mundo. Inegável que criam um sentimento de impotência e de desconforto, pelo amor próprio ferido.

          Os japoneses resolvem com o haraquiri. Felizmente, não é prática comum em outros países. E nem aconselhável. Existem soluções mais elegantes.

          Não resta dúvida que é considerado um vexame. Os empregados reclamam. Os fornecedores cobram. Os clientes desaparecem, os amigos se afastam e a família, quando não bem estruturada, degringola por perder a confiança no seu líder caseiro.

          Mas, será mesmo o fim?

          Em certa ocasião, levei o cliente quebrado à janela; mostrei-lhe o dia claro, lindo, os transeuntes andando apressadamente na calçada atrás de seus objetivos, os carros correndo na rua. E o sol cintilante iluminava o dia após a noite escura.

          Diante da força desse esplendor, ele se convenceu de que deveria continuar lutando, até com maior vibração.

          Pode até parecer simples êxtase poético da minha parte. Mas repare, leitor, como um dia alegre traz força e energia, impelindo-nos a esforços redobrados. Foi o que ocorreu e ele triunfou, isso eu garanto.

          Tudo renasce, pois o fracasso é a oportunidade de começar de novo inteligentemente (Henry Ford).

          A primeira gráfica rápida do mundo, Kwik Kopy, foi fundada por Bud Hadfield, que só venceu nos negócios depois dos quarenta anos e de mais de dez tentativas frustradas. Hoje, com 72 (setenta e dois) anos possui um império no setor gráfico, informa a jornalista Marília Fontoura .

          Alberto Tamer, comentando que são as pequenas e médias empresas que criam empregos nos EUA, e que produzem 51% (cinquenta e um por cento) do PIB americano, cinco vezes o PIB brasileiro, obteve de Aída Alvares, Diretora da Administração das Pequenas Empresas dos Estados Unidos, a informação de como ocorre isso:

          Mas, como isso foi possível? Mais uma vez a resposta chocou pela simplicidade. Damos liberdade, ajudamos financeiramente, mas, principalmente, acabamos com o ‘estigma do fracasso’. Quem inicia uma nova empresa e não dá certo, quebra, sem má-fé, sem querer tirar proveito para si, não se transforma num eterno condenado.

          Nós empresários (americanos) somos uma gente estranha. Achamos que só podemos ser bem-sucedidos    depois de alguns fracassos (John Brown, ex-executivo-chefe da Kentucky Fried Chicken, ao Sunday Times). (Negritos do autor).

         Mesmo sem esse apoio (inexistente no Brasil, em idêntica extensão) a mancha do malogro é repelível.

         Aquele primeiro sinal de impotência deve ser substituído pela ânsia de provar que o infortúnio foi artimanha da vida, etapa a ser superada com trabalho e dedicação.

         E vale o conselho de JÚNIOR, jogador de futebol da seleção brasileira e de times do Brasil e da Itália:

         A VIDA SÓ FALA DOS VENCEDORES.

         Não é fácil, mas se o empresário tiver uma família bem composta, sócios anteriores respeitados, clientes bem atendidos, a confiança geral irá retornar, ainda que aos poucos, para que o estigma do fracasso seja escorraçado.



4               RESUMO DO TEMA 

         O FRACASSO E A VOLTA POR CIMA

 

n                        O fechamento da empresa ou a sua retirada são atos traumáticos para o sócio

n                        Os empregados reclamam. Os fornecedores cobram

n                        Os clientes desaparecem, os amigos se afastam

n                        E a família, quando não bem estruturada, degringola por perder a confiança no                
                   seu líder caseiro

n                       Os EUA acabaram com o estigma do fracasso

n                        Quem inicia uma nova empresa e não dá certo, quebra, sem má-fé, sem querer                   
                   tirar proveito para si, não se transforma num eterno condenado
n                       Aquele sinal de impotência deve ser substituído pela ânsia de provar que o

                   infortúnio foi artimanha da vida, etapa a ser superada com trabalho e dedicação.


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Próxima edição:

Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários – 57 – 21/04/2013

SUCESSÃO FAMILIAR – POSIÇÃO DOS SÓCIOS

Período de publicação: a partir de 21 de ABRIL de 2013

 

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