Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários – 48 – FAMÍLIA – MENSAGENS INCONSEQUENTES

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FAMÍLIA – MENSAGENS INCONSEQUENTES

          Em muitas passagens o leitor encontra referência à família.

            Creio que a diretriz a ser tomada depende da opinião própria do dirigente em consonância com os anseios dos que compõem o seu lar.

          Tomada a decisão de comentar algo do que se passa na empresa, proponho um cuidado muito sério: não levem informações inconsequentes.

          É melhor deixar de lado qualquer observação, por mais interessante que seja, do que fornecê-la incompletamente.

          Em algumas oportunidades, sob um enfoque não tão real, o sócio comenta divergências de somenos importância ocorridas com seus sócios, tão insignificantes que, nos dias subsequentes, são minimizadas.

         Ou sequer passam a ser objeto de maior consideração.

         A alegada divergência decorreu de um ato rotineiro, sem outros efeitos.

         Claro que num período longo de convivência, sempre existem possibilidades de pequenas contrariedades, momentaneamente acolhidas com algum exagero por um dos participantes, mas longe da efetiva malignidade, e, por isso, logo esquecidas.

         A mensagem deletéria foi, inadvertida e até inocentemente, levada ao convívio doméstico.

         A família, todavia, não foi avisada dessa inconsequência, deixando, portanto, de apagar – ou deletar, na linguagem informática – a informação não correta ou não completa.

         Repetindo-se tais fatos, vai o grupo de casa criando certa animosidade com quem vem, no mínimo, aborrecendo o pater familiae!

         O sócio relator de notícias que se perdem no vácuo da memória, dada sua insignificância, não se toca e, muito menos, o seu associado, que jamais entenderá a razão da intranqüilidade, visto que eles se consideram grandes amigos e pessoalmente se dão muito bem.

          A família, convicta de que o seu representante não recebe o devido acatamento, passa a recriminar o outro sócio, encontrando defeitos nem percebidos pelo seu chefe, mesmo porque sequer existem, salvo no imaginário familiar.

          Lógico que quem está de fora, desconhecendo a realidade da empresa, não entende certas medidas tomadas e, se oriundas do sócio, então tido como antagônico, passam a ser simplesmente criticadas junto ao representante da família.

          Ora, fácil perceber que o sócio, recebendo cutucadas de seus mais chegados, corriqueiramente passa a ver, com olhos desconfiados, o seu colega, que está alheio a tudo.

          Agora, se todos os sócios praticam o mesmo erro com suas respectivas famílias, puxando, cada qual, a brasa para a sua sardinha, isso causará o esfriamento das relações societárias como um todo.

          Durma-se com um barulho desses!

           A consequência de malignos resultados por caminhos tortuosos é tão verdadeira que fez Shakespeare criar a história de Otelo.

           Este, de tanto ouvir seu dito conselheiro maldizer a esposa, julgando-a infiel, acaba matando-a e, depois de conhecer a verdade verdadeira, num gesto de arrependimento, se suicida.

           A empresa, da mesma forma, também pode caminhar para um fim mortal, quando seus dirigentes se apóiam em errôneas premissas, ainda mais se recheadas de má vontade familiar.


4            RESUMO DO TEMA

           FAMÍLIA – MENSAGENS INCONSEQUENTES

 

n                A família é importante nas relações societárias, embora juridicamente não faça  

                  parte do contrato

n                Divergências de somenos importância não devem ser levadas ao convívio

                 doméstico

n               Optando o empresário pelo comentário à família do que ocorre na empresa,

                 deverá transmitir dados completos

n               O dirigente, acionado erroneamente pelos seus mais chegados, passará a

                 desconfiar do parceiro

n               Se erro semelhante for praticado por todos os dirigentes, as relações

                 societárias se esfriarão

n               Shakespeare retratou essa história em Otelo, que assassinou a esposa e,

                 vendo o erro cometido, se suicida

n               Também a empresa pode ter um fim mortal.3

 

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Próxima edição:

Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários – 49 – 01/02/2013

SOCIEDADE ENTRE PAI E FILHO – CONFLITO DE LIDERANÇAS

Período de publicação: a partir de 21 de janeiro de 2013

 

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