Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários – 41 – PARCERIA E SÓCIOS – DIFICULDADES NO RELACIONAMENTO

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PARCERIA E SÓCIOS – DIFICULDADES NO RELACIONAMENTO        

 

O mercado está em constante ebulição, exigindo das empresas acompanhamento das mudanças e atenção com seus produtos e serviços.

 

Nem sempre a corporação interna encontra-se capacitada para acompanhar as alterações. É preciso procurar cooperação fora.

 

Daí o surgimento da parceria, que nada mais é do que agregar um sócio sob fórmula diversa.

 

Na área de transporte, a jornalista Ana Cecília Albuquerque detectou:

Nos últimos anos, as transportadoras foram obrigadas a investir na busca de novas tecnologias e na adaptação ao novo cenário criado pela privatização das ferrovias e pelo desenvolvimento do setor hidroviário. De um lado estão os outros modais, de outro a necessidade de fornecer serviços diferenciados para manter os clientes.

 

A Gafor Transportes, através de informação do seu representante Sérgio Fornazza, está atenta ao mercado:

 

Ainda não temos nada fechado, mas estamos atrás de parceiros.

 

Conrado Carvalho Alves formulou a nova visão estratégica do empreiteiro no Brasil, a partir do panorama que se apresenta a esse setor de atividade, em decorrência, especialmente, das privatizações levadas a efeito.

 

E explica que os novos tempos apontam a necessidade de inter-relação, de estabelecer outras parcerias.

............................

É imprescindível buscar novos processos, novas tecnologias.

 

Fazendo uma análise das funções diversificadas de empreiteiro e de concessionário, adianta que irão competir na iniciativa privada, aprimorando necessariamente sua tecnologia, sua organização, seu desempenho.

 

Concluindo que para alcançarem esse objetivo e permanecerem vivos, serão necessárias outras parcerias técnicas e negociais.

 

Na conhecida DUPONT, as associações com pequenas e médias empresas são um meio de pôr no mercado o produto finalizado de sua matéria-prima.

 

Buscamos empresas que produzem com muita qualidade, não necessariamente em larga escala, afirma o gerente de Desenvolvimento de Calçados, Pedro Conte.

 

Claro que a parceria é um formato antigo de estrutura de trabalho. Apenas fui em busca de subsídios para explicações quanto ao uso atual da parceria.

 

Resta comentar alguns detalhes sobre o resultado dessa união de negócios, relativamente aos sócios, advertindo, inicialmente, que parceria é um ajuste jurídico árduo de ser implementado e, ainda, de ser mantido.

 

Sempre sob o conceito da sua integração sociológica em todos os patamares da empresa.

 

Culturas internas arraigadas na organização necessitam ser adaptadas, não somente nos quadros diretivos superiores, como também em relação aos servidores em geral da empresa e, inclusive, perante fornecedores e clientes.

 

O novo, de um lado, é admirado, de outro, assusta.

 

O acesso ao mercado terá de ser moldado ao novo desenho da empresa, visando afastar ressalvas e obter aceitação.

 

Vou ficar, repito, somente na análise estabelecida para este livro, que é o comportamento entre os sócios.

 

Na empresa própria, os dirigentes já se conhecem, partilharam derrotas e vitórias, permanecendo unidos.

 

Da aliança com outra entidade surgem diversas influências. Despontam novas aspirações. O comando, por ser mais compartilhado, diminui; a aliança mercadológica nem sempre encontra a mesma afetividade nas pessoas.

 

E, da mesma forma como a empresa unitária tem seus percalços, também a associação maior passará por transtornos.

 

Quando as perturbações forem semelhantes àquelas padecidas anteriormente, talvez possam ser evitadas mais prontamente, desde que o outro grupo entenda da mesma forma.

 

O que não ocorre facilmente, sob alegações as mais variadas: os tempos são outros, a força da parceria é maior, etc.

 

Outra oportunidade de se priorizar a definição de comando; quem melhor administrar suas razões, alcançará melhor resultado.

 

Parto neste instante para a análise da posição do sócio minoritário.

 

Antes da união, com facilidade podia defender suas idéias.

 

No agrupamento maior, até por lidar com dirigentes executivos, não donos do negócio, o debate é mais vibrante, argumentativo. Seu arrazoado deve surgir celeremente e com elevada clareza. Do parceiro menor será exigido melhor preparo técnico.

 

Buscando subsídios em personalidades marcantes para justificar minhas conclusões, cito Maílson da Nóbrega.

 

Ao se referir ao relacionamento entre cliente e fornecedor, dizia em relação à terceirização (acrescento: é uma forma de parceria), cada um deve cuidar apenas do que sabe fazer melhor.

 

Clareza maior, impossível. Os dirigentes precisam estar conscientes das dificuldades, preparando ajustes claros para obtenção de soluções aprimoradas, sempre com a inferência de que somente lhe cabe executar aquilo em que tem superior competência.

 

Sem orientação racional, e se não for deixado de lado o fator emocional do comando do tempo anterior, ocorrerão prejuízos.

 

4                 RESUMO DO TEMA

       PARCERIA E SÓCIOS – DIFICULDADES NO
       ELACIONAMENTO

 

n                      A ebulição do mercado exige acompanhamento por parte das empresas

n                     Por falta de aptidão interna necessita de auxílio externo

n                     A parceria é forma de agregar sócio sob fórmula diversa

n                     Como exemplo, o transporte modal

n                     A parceria é ajuste antigo, mas usado na atualidade

n                     Culturas internas de cada grupo necessitam ser moldadas na direção e entre

                 servidores, fornecedores e clientes

n                     O comando diminui, por ser mais compartilhado

n                     A definição de comando é prioritária

n                    Do sócio minoritário se exigirá superior preparo.3

 

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Próxima edição:

Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários – 42 – 21/11/2012

BENDITAS REUNIÕES!

Período de publicação: a partir de 21 de novembro de 2012

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