Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários – 36 – PARA AS INTRANSIGÊNCIAS, O DIÁLOGO

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PARA AS INTRANSIGÊNCIAS, O DIÁLOGO

Volto ao ponto em que examinei o acirramento dos pontos de vista de cada dirigente.

Não obstante todo o meu otimismo, não nego a dificuldade que os sócios têm de contornar suas desavenças, especialmente quando não cuidadas logo no início.

E, somente suplantando suas obstinadas concepções, os sócios irão atingir os fins comuns.

Isso se alcançará com diálogo franco, debate amistoso em relação ao caso concreto, quando, então, deverão transigir quanto à solução a ser dada.

Somente por demência se afastará uma frutífera conversação, como se extrai desta pilhéria, bem ilustrativa:

Brigas de irmãos.

Um louco recebe uma carta, abre o envelope, tira um papel em branco e explica a um amigo:

‘É do meu irmão, estamos de mal.

Há seis meses não nos falamos’. 

No seu polêmico livro Sex, Madona diz com propriedade,

muita gente tem medo de dizer o que quer, e é por isso que eles não conseguem o que querem. 

Cada qual precisa, em determinado momento, deixar de lado a intolerância na manutenção de seu ponto de vista, muito embora ache, com toda convicção, ser ela a mais correta, aceitando a orientação de seu parceiro.

Basta lembrar que existem três verdades: a sua, a minha e a verdadeira!

Se for seguida tal técnica, surgirá o equilíbrio da atuação diretiva, com reflexos benéficos aos negócios.

É muito importante, também, em caso de erro, ou de não acerto integral pelo sócio, não vir ele a ser tripudiado pelo parceiro, com uma célebre frase,... eu não disse?...,

acompanhada do dedo em riste na direção do nariz daquele que já está por baixo, dado seu fracasso, ainda que parcial.

O líder faz e, portanto, está sujeito a erro. O sócio é um líder passível de errar também.

Valho-me do ensinamento de Torres Pastorino:

Seja tolerante com o próximo que erra.

Quando erramos, queremos que os outros nos desculpem.

Então, desculpe e procure ensinar-lhe, dando o seu exemplo.

Não critique, porque a crítica destrói. 

A compreensão mútua, ao contrário, mais ligará os sócios na procura da solução, inclusive pelo eventual novo problema criado.

Além de tudo, segundo Henry Ford, o fracasso é a oportunidade de começar de novo inteligentemente.

Assim agindo, cada qual passará a ter mais confiança no parceiro, aceitando sua orientação e liderança na área a que melhor esteja se adaptando, cessando aquela eventual rivalidade nascedoura.

Dentro dessa atuação irão se abrandando os atritos, eis que cada um passará a aplicar na empresa os dotes de que melhor dispõe, reduzindo-se, dessa forma, as próprias intransigências.

Não vamos ao exagero de afirmar que esse trato respeitoso entre os sócios será o suficiente para levar a empresa ao sucesso; mas que será um bom começo, isso é certo.

 

4            RESUMO DO TEMA

 

         PARA AS INTRANSIGÊNCIAS, O DIÁLOGO

 

n                Para suplantar obstinadas posições, somente o diálogo

n                Vale a substituição da intolerância própria pela orientação do parceiro

n                Qual verdade vale mais?: a sua, a minha ou a verdadeira?

n                Apesar do seu erro, o sócio não deve ser tripudiado pelo parceiro

n                O dedo em riste em direção ao nariz do outro é ato pernicioso à sociedade

n                Quem errou passa a confiar mais no seu sócio

n                O trato respeitoso é bom começo para o sucesso da empresa. 3

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Próxima edição:


 Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários – 37 – 01/10/2012

AS PAIXÕES E OS SÓCIOS

Período de publicação: a partir de 01 de outubro de 2012 

 

 

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