Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários – 33 – O SÓCIO, O EXECUTIVO E SEUS CONFRONTOS

Imprimir
Categoria: E-book

O SÓCIO, O EXECUTIVO E SEUS CONFRONTOS

O leitor sabe que estou cuidando de hipóteses causadoras de conflitos societários e como evitá-los.

Sob este enfoque particular cuidarei da atuação de sócio minoritário frente a um subalterno ocupando cargo de projeção – leia-se executivo.

Razões diversas levam a empresa à contratação de servidor com qualificações especiais para assumir funções preponderantes. Por exemplo, quando a organização necessita atender a novas atividades ou aprimorar as já existentes.

Em outras oportunidades, seus dirigentes cogitam de profissionalizar a empresa, preparando-a para o futuro. E assim por diante.

Aí se lançam à procura de técnicos, sempre cogitando que obterão grande ajuda ao projeto gerador do cargo. É o chamado executivo.

Estou cogitando existir concordância prévia por parte de todo o grupo associativo.

A pessoa envolvida no cargo, para alcançar os resultados pretendidos, precisa ser capaz e demonstrar ser líder. E, como tal, para se justificar nas funções faz acontecer.

Para tanto, recebe o apoio dos donos. Quando as partes são coerentes, tudo bem. A empresa funcionará às mil maravilhas, todos trabalhando em favor dela e dos lucros.

Trazer novidades técnicas de mercado para dentro é sua função primeira. É o motivo da sua contratação. Isso, por vezes, fere a cultura interna; o senso comum de conser-
vadorismo nem sempre é suplantado com facilidade.

Quando a maioria está de acordo, tudo bem, o executivo continua com seu trabalho. Porém, em certas oportunidades, o minoritário acha que está sendo preterido, que suas opiniões não mais são acatadas como dantes.

A modernização e atualização de métodos não o atraem, ou não o convencem.

Tem início a dança do PODER, cada qual, até por amor próprio, necessitando mandar mais, aparentar perante o universo empresarial, interno e externo, que sua posição é a proeminente.

Até sentimentos de inveja ou de ciúmes surgem, ao invés da inteligência na compreensão das novidades.

Ainda mais quando a remuneração do contratado, por influência do mercado, atinge montante superior ao do sócio, naquele momento.

Este se esquece de que tem a seu favor os resultados anuais e a valorização da empresa.

Não importa, a celeuma está provocada.

Nem sempre os empreendedores reconhecem, efetivamente, o papel que cabe ao executivo.

Quantas e quantas vezes ele se vê no meio de verdadeira batalha campal entre grupos societários, deixando de executar corretamente o seu trabalho visando atingir a meta traçada e, até mesmo, pré-aprovada.

E, quando ocorrem divergências entre um acionista e o executivo, que deve tomar decisões diariamente, a empresa se prejudica.

Aliás, isso não é somente na atualidade brasileira. Recordo-me da frase constante na Basílica da Missão San Carlos, Carmel, Califórnia, USA, que sintetiza o mando central:

esteja eu certo ou errado, ainda sou o chefe

(whether I’m right or wrong, I’m still the boss).

Como já ensinado por terceiros, a capacidade de um administrador não se mede pelos esforços que ele faz, mas pelos resultados que obtém.

E, não sendo ele o dono do negócio, precisa de maior grau de persuasão para convencer seus interlocutores, sejam eles fornecedores, subalternos ou clientes na constelação da empresa.

Ora, sem o apoio superior, o executivo será desprestigiado em seus atos e não conseguirá se manter fleumático, quanto mais cogitar do dia de amanhã.

O autoritarismo do dono causa desalento ao executivo.

Para obter resultados compensadores do seu contratado profissional, bastará o empreendedor ofertar-lhe condições normais de trabalho, cuidando, como conhecedor de sua empresa, para que haja perfeita equação entre a capacidade do técnico e a atividade a ser exercida.

Isto é o que chamo de respeito profissional. Desta receita resultará uma empresa bem administrada.

4RESUMO DO TEMA

O SÓCIO, O EXECUTIVO E SEUS CONFRONTOS

n Razões diversas levam a empresa a contratar profissional com qualificações especiais

n A contratação costuma ser com a concordância geral

n Com técnicas atualizadas fere cultura interna

n Minoritário sente-se desgastado até pela remuneração maior ao executivo

n Não devem ser esquecidos pelo sócio, todavia, os resultados anuais e a valorização da

empresa

n Não sendo o dono do negócio, o executivo tem de usar de maior grau de persuasão,

necessitando do apoio superior

n Respeito profissional é dar condições de trabalho ao executivo.3

------------------

Próxima edição:

Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários – 34 – 01/09/2012

SUPERANDO AS INTOLERÂNCIAS NA BUSCA DO SUCESSO

Período de publicação: a partir de 01 de setembro de 2012

Contato

Nívio Terra - Advogado de Negócios e Consultor Pessoal
nivio@PortaldoSocioedaSociedade.com.br
nivio@terracpe.com.br

Credite a fonte

O CONTEÚDO DO PORTAL DESPERTOU INTERESSE, COPIE, MAS CREDITE A FONTE. SUA ÉTICA SERÁ O FISCAL DESTE PEDIDO.
Copyright 2011 Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários – 33 – O SÓCIO, O EXECUTIVO E SEUS CONFRONTOS - Joomla