Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários – 32 – DITADURA DA MAIORIA VERSUS DITADURA DA MINORIA

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DITADURA DA MAIORIA
VERSUS DITADURA DA MINORIA

Não aceito qualquer tipo de ditadura nas decisões dos sócios, seja ela da maioria, seja oriunda da minoria.

À maioria não se defere o direito de jogar, goela abaixo da minoria, toda e qualquer decisão, especialmente quando se trata de algum direito mais fundamental. Nem tem a minoria a faculdade de engessar a empresa.

Ambas as posições são danosas para o empreendimento pelas conseqüências decorrentes das tristes comoções geradas aos associados.

O caminho certo é a conciliação das posições, negociação dos interesses, com ou sem consultor externo, mas sempre antes da chegada ao público – e à família, especialmente – dos eventuais traumas.

Se cada dirigente pensar, com altruísmo, no ponto de vista do outro, remoendo os seus argumentos, alterará ou aprimorará o seu ponto de vista; é uma hipótese razoável. Em muitas oportunidades o meio termo será a melhor diretriz.

A minoria não deve considerar como fim da picada o fato de sua tese vir a ser desconsiderada; no futuro talvez seja apropriada.

O empresário Benjamin Steinbruch bem pondera:

Nos Conselhos, a opinião de cada representante (sócios) é expressa livremente; a busca de soluções consensuais se orienta pela visão do interesse maior da empresa privatizada.

Se, ao final, prevalece decisão contrária à crença de algum conselheiro – inclusive o presidente (ele, Steinbruch) – não há porque celebrar ‘vitórias’ ou ‘derrotas’, como aparece na imprensa. Várias vezes, minhas opiniões não prevaleceram. Consagrada a decisão da maioria, assumi-a como se minha fosse.

Sempre incentivo, quando em grupo de qualquer espécie, a apresentação de propostas a respeito da matéria em pauta, utilizando uma frase significativa:

dêem-me cem idéias; poderei não aceitar nenhuma delas, mas a centésima primeira poderá ser a nossa salvação.

Claro que devo supor a impossibilidade da continuidade na sociedade daquele que não teve aceito o seu ponto de vista. Daí a necessidade de o contrato social prever as condições mais justas para a saída de algum sócio em casos tais.

A lei permite que se estabeleça a fórmula de cálculo dos haveres patrimoniais.

Lógico que convém a previsão das devidas condições num bom texto contratual. Além, é claro, da utilização do bom senso e de alto grau de transigência.

A maioria não deverá massacrar a minoria; esta não deverá paralisar a empresa. Caso contrário, todos perderão.

Somente a concorrência ganhará, aguardando esse choque societário com alegria.

Atenção e cuidado !

4RESUMO DO TEMA

DITADURA DA MAIORIA VERSUS DITADURA DA MINORIA

n Inaceitáveis ditaduras da maioria ou da minoria

n Preferível conciliar posições, negociar interesses antes da chegada ao público e à

família dos eventuais traumas

n Se a minoria não obtiver o beneplácito à sua posição não deverá considerar isso como

o fim da picada. A tese poderá vingar no futuro

n Ao contrato social cabe prever condições de retirada de sócio, inclusive com fórmula

de cálculo dos haveres patrimoniais.3

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Próxima edição:

Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários – 33 – 21/08/2012

O SÓCIO, O EXECUTIVO E SEUS CONFRONTOS

Período de publicação: a partir de 21 de agosto de 2012

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