Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários – 25 – Ao Nascer, Deve-se Pensar no Futuro

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AO NASCER, DEVE-SE PENSAR
NO FUTURO

Existe um dilema entre os empresários e os consultores em geral. Devem os sócios ao iniciar o seu empreendimento pensar nas suas consequências globais e sob o ângulo dos desejos pessoais?

Alguns entendem que no alvorecer da empresa a preocupação deve se restringir ao seu funcionamento, deixando outros cuidados para mais adiante.

No futuro e oportunamente serão questionados demais detalhes, tal como o que diz respeito ao relacionamento pessoal entre os seus titulares.

Não posso, com severidade, achar que a ideia seja estapafúrdia, no caso de seus seguidores preferirem adiar o debate de suas conveniências individuais. Mais adiante, quando a empresa estiver consolidada no mercado, aí, então, será o caso de cuidarem de enquadrar as suas pretensões numa moldura única.

Digo, em alto e bom som: a ideia talvez seja válida, mas, apenas, em relação a alguns casos.

O SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), todavia, melhor responde à indagação, salientando de que vinte por cento (20%) dos mais de cem mil (100.000) desempregados pela indústria paulista, no período pesquisado, tentarão montar o próprio negócio. A maior parte, empregados há mais de cinco (5) anos, corre o risco de fracassar por falta de preparo.

No TEMA, As primeiras desventuras, refiro-me à grande quantidade de empresas que, ainda segundo o SEBRAE, não “vingam” antes de completar um (1) ano de vida.

Está aí: somente poucas empresas atingem seus objetivos no nascedouro. Não têm a oportunidade de conhecer e aplicar o método dos 4Emes que criei para coordenar a ação humana e mencionada no TEMA, O nascimento da Sociedade para negócios.

Repito, portanto, a orientação de que a sociedade deve ser pensada e, assim como os noivos, precisam recorrer a um curso apropriado, a fim de terem conhecimento de certos riscos. Conhecendo-os, serão afastados ou contornados.

É, também, uma forma ajuizada de fugir do incompetente, com quem não se consegue, validamente, dialogar, pois, sendo incompetente, não tem competência para reconhecer as suas próprias incompetências.

É pavoroso!

De quem será o lucro? Quantas pessoas já não dilapidaram seus patrimônios em negócios, consumindo, inutilmente, o investimento? Não somente perdas financeiras, mas, também, com tempo de trabalho desperdiçado?

A sensação de impotência de não ter chegado lá acarreta sérios distúrbios psicológicos.

A sociedade para negócio não é uma panaceia. Muitos
ex-empregados, catapultados de seus empregos, achando que não valia a pena voltar a ser empregados ou não conseguindo outra colocação, utilizaram as verbas oriundas de direitos trabalhistas na criação de negócios de variados tipos.

Alguns deles, então, tinham a preferência: bares e restaurantes. Sob a suposição de que todos têm de comer.

Mais uma vez se queimaram, agora na chapa de seus fogões, sumindo-se o investimento, seja por não conhecerem o mercado, seja por associações mal feitas, com terceiros desfocados de seus ideais.

O risco me parece muito grande. Mais vale um estudo anterior do que se deseja, de como e com quem contratar. Tudo com prévia análise e amplo debate entre os interessados.

Quando isso ocorre, alguns fogem, desde logo, da raia do futuro empreendimento.

Ótimo, assim não contribuem com danos a terceiros.

4        RESUMO DO TEMA

 

       AO NASCER, DEVE-SE PENSAR NO FUTURO

n                O empreendimento deve ser pensado, por inteiro, antes do seu nascedouro

n                Alguns acham que no início somente se deve cuidar dos ganhos

n                O SEBRAE diz que grande percentual das empresas não vingam nos seus     

                 primeiros anos de vida.

n                As empresas que não estejam nesse percentual até podem ter sucesso. Sob

                 que risco?

n                A sensação de impotência de não ter chegado lá causa sérios distúrbios

                 psicológicos, além dos prejuízos materiais

n                A sociedade para negócios não é panaceia

n        O debate entre os interessados causa fugas. Ótimo, assim não contribuem com danos  

                  a  terceiros.3

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Próxima edição:

Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários – 26 – 11/06/2012

PRIMEIRAS DESVENTURAS

Período de publicação: a partir de 11 de junho de 2012

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