Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários - 24 - Dedicação no Trabalho

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DEDICAÇÃO NO TRABALHO


Ponto por demais significativo para estudo é a dedicação dos sócios no trabalho.

No começo da empresa, os associados acabam se integrando em todos os setores, labutando e dando sugestões. Mais adiante, as posições vão se definindo melhor, segundo as tendências de cada qual.

Mas ocorrem situações especiais, quando a dedicação nem sempre é integral à empresa.

Isso surge no momento da constituição da empresa, ou mais tarde, quando algum dos sócios, por motivos diversos, divide o seu tempo de trabalho em vários lugares, com ou sem terceiros.

O que traz vários dissabores, caso não seja debatido, antes da sua ocorrência.

Já tive oportunidade de ouvir queixa de empreendedor, lamentando que seu companheiro não se dedicava, igualmente, ao negócio comum. Este outro, todavia, acreditava que o esforço que despendia era mais do que suficiente para a obtenção dos resultados esperados. Achava, simplesmente, ser mais produtivo, não trazendo a tal dicotomia de atividades qualquer prejuízo.

Um outro fato acarreta mudança quanto ao esforço desenvolvido pelos associados. Quando na empresa surge, naturalmente, um líder maior, ele passa a exercer, automaticamente, um mando mais desenvolto.

Aos poucos, quando a liderança exponencial é aceita, até por merecimento, parece que ocorre uma certa acomodação dos demais. Estes passam, de certa forma, a depender de alguma orientação maior, e nem sempre é compreendida a adequação.

Já presenciei isso: o líder máximo acha que os outros viraram uns sossegados, com a maledicência da palavra.

Dada a suprema direção do líder maior, a comunidade o acompanha, mas sem o mesmo ímpeto. Caberá ao dirigente supremo lidar com os seus colegas, obtendo deles a competência que lhes era peculiar. Abafar ou não a criatividade individual, assim como alcançar o volume apropriado, é mais uma arte desse líder, em benefício da agremiação. Até para não perder o seu prestimoso sócio.

Proponho, também, que os sócios não devam misturar negócios pessoais com os da empresa, para evitar desgastes com a melhoria de situação apenas para alguns dos componentes do grupo.

Outro exemplo clássico se encontra na prestação de serviços por uma empresa à outra, quando a composição dos quadros associativos não é exatamente a mesma. É necessário muito cuidado para que não haja alegação de favorecimento, de uma forma geral.

Somente o debate amplo, geral e irrestrito levará a bom final a controvérsia. Mas, sem uma terceira pessoa, conciliadora, é tarefa difícil.

De qualquer forma, a confiança e a transigência são requisitos básicos para contornar o impasse.


4 RESUMO DO TEMA
DEDICAÇÃO NO TRABALHO

n A divisão do trabalho entre os sócios é ponto por demais significativo
n Mais adiante cada sócio vai assumindo posição mais definida
n E, nem sempre, a dedicação é a mesma, dividindo um sócio seu tempo com outra atividade
n Ocorrem, então, queixas dos companheiros por tal ocorrência
n Aquele que teria mudada sua atuação crê que o tempo disponibilizado é o suficiente, até  
por se 
achar mais produtivo
n O líder maior exerce mando mais desenvolto, o que nem sempre é prejudicial
n Somente o debate amplo afastará a divergência. Talvez seja necessário um conciliador
n A confiança e a transigência são requisitos básicos.3

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Próxima edição:
Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários – 25 – 01/06/2012
AO NASCER, DEVE-SE PENSAR NO FUTURO
Período de publicação: a partir de 01 de junho de 2012

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