Meu Sócio, Meu Amigo - Como Evitar Atritos Societários - 11 - Mulher na Sociedade para Negócios

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Categoria: E-book

MULHER NA SOCIEDADE
PARA NEGÓCIO

Como abertura para o TEMA, A mulher na sociedade para negócio, tomo emprestado o bem elaborado artigo da economista Helena Siqueira Dornelas, sob o instigante título Energia feminina como fator de transformação.

São palavras iniciais:

Em março de 1996, a Universidade Espiritual Mundial de Raja Yoga Brahma Kumaris, organizou um evento mundial, em sua sede na Índia, com o objetivo de dialogar a respeito do papel da mulher no mundo contemporâneo, consolidando a identidade feminina.

O estudo percorre a área da metafísica, examinando civilizações antigas para defender o resgate de

valores sutis, como criatividade, cooperação, tolerância, benevolência, receptividade, emotividade, inerentes a todos os seres humanos, mas mais estimulados e mais demonstrados através das mulheres.

....

Fatores pessoais como sensibilidade e intuição, por exemplo, fazem muita diferença no exercício de qualquer atividade, seja ela de natureza pessoal ou profissional.

...

Para ficar caracterizado que não utilizo somente estudo transcendental para demonstrar a eficácia do trabalho feminino, trago o testemunho de Bud Hadfield, criador do império das gráficas rápidas Kwik Kopy, quando assim se pronuncia:

...as mulheres têm muito mais intuição que os homens.

Uma mulher, Pattie Paddy, é a presidente da empresa. Mais da metade das suas funcionárias são, também, mulheres.

Tudo tem a ver, portanto, com a tese de Helena Siqueira Dornelas.

No Brasil é possível enaltecer, também, a vitória da mulher. Apenas, aleatoriamente, tomo o exemplo citado pela jornalista Luiza Pastor, quando se refere à Escriba, prestigiosa indústria de móveis que, após a morte do patriarca da empresa, apesar de ter passado por administração profissional, somente pôde comemorar a volta dos lucros, quando a filha caçula do fundador José Serber, Annete Serber, retomou o controle da situação, que não foi tarefa simples, como lembra Annete:

Havia toda uma luta pelo poder entre os muitos níveis de gerência e foi preciso derrubar tudo isso junto com as paredes, em meio à reestruturação.

Mais uma vez a demonstração da criatividade, tolerância e energia feminina, características lembradas pela economista.

Exemplos como esse se encontram fartamente, mesmo em nosso país, seja administrando o próprio negócio, seja gerenciando multi-empresas nacionais e internacionais, no mais alto nível de direção. Nomear algumas seria injustiça para com as demais.


Na Sócio-Pesquisa envolvi homens e mulheres em dois quesitos:

19) Qual a contribuição da mulher empresária/empreendedora?

20) O que acha de sociedade formada por pessoas ativas de sexo oposto, casadas ou não?

Mulheres empresárias responderam:

– Muita (contribuição), pois acho a mulher mais organizada e programada.

– A sociedade ideal é formada por pessoas ativas, sejam de quaisquer sexos.

– O mercado atual vem sendo paulatinamente disputado pelas mulheres. As vantagens desta atuação feminina são econômicas, psicológicas e mercadológicas. No entanto, esse trabalho deve fornecer condições técnicas e econômicas para que a mulher possa se estruturar, pessoal e profissionalmente, para desempenhar satisfatoriamente suas atividades.

– Geralmente, a mulher precisa “provar” sua competência com uma constância muito maior que seus colegas de trabalho do sexo masculino.


– A interpretação feminina diante das decisões e na análise global de qualquer assunto tende a acrescentar detalhes e dados adicionais, não considerados pelos homens.

- A análise masculina também é fundamental, pois, via de regra, é objetiva e abrangente.

– O trabalho conjunto entre os dois sexos costuma trazer resultados mais positivos.

Em relação aos subsídios fornecidos por homens, as conclusões são de duas espécies:

a) esposos sócios– regra geral a união para negócio não é tão fácil, com facetas diversas. Eis algumas ponderações:

– Com casados acho impossível.

– Acredito mais na sociedade de não casados; há sempre uma disputa.

– Atualmente a minha experiência de sociedade entre marido e mulher e/ou pais e filhos indica que este tipo de sociedade é de difícil convivência entre os sócios, pois o sócio marido não consegue deixar de ser marido e o sócio pai/mãe também não esquece ser pai/mãe.

– Não vejo problema serem de sexo oposto, se não forem casados.

– É um fator gerador de tensão, pois é impossível manter o emocional neutro.

– Sabendo separar a vida familiar da negocial, nenhum inconveniente.

– Se se complementarem (até cônjuges), acho excelente.

– Não há inconveniência; basta dedicar-se à sociedade.

b) sócios não cônjuges– a quase totalidade dos consultados entende que se trata de uma sociedade nada diferente de qualquer outra:

– Igual à do mesmo sexo. Infelizmente no Brasil isto não acontece, por imbecilidade.

– Muito saudável, quando a mulher tem competência.

– Igual a do homem.

– É grande (a contribuição); tem muita intuição, parece mais correta e leal.

– Sem preconceitos; acho que a mulher tem condições de se qualificar para o exercício de qualquer atividade econômica.

– A contribuição independe de sexo.

– Muito positiva (a contribuição). A mulher tem um sexto sentido muito importante.

– Não há diferenças entre o empresário e a empresária. Há, sim, a competência, que é assexuada.

– Penso que o sexo não distingue uma empresa e sim a competência.

– A sociedade bem sucedida independe de ser composta por homens ou mulheres, casados ou não, mas certamente necessita que sejam competentes, dedicados e que lutem pelo objetivo comum.

– As mulheres são criativas e poderão ser até mais criativas e eficientes (do que os homens).

– Ao meu ver, igual à de um homem (a competência). E no caso de cônjuges: sem problemas, desde que se separem as emoções.

– Nas sociedades de pessoas ativas de sexo oposto, sem vínculos matrimoniais ou afetivos, são boas

quando se complementam em suas qualificações profissionais. Hoje em dia o sentimento machista está “démodé”.

CONCLUSÃO. Ao dissertar sobre os TEMAS, sempre tenho a preocupação de apresentar minhas conclusões, já que isto é próprio e uma das principais funções do Consultor Pessoal.

O empresário espera objetividade e profundidade do interlocutor que formula diretrizes. Mesmo quando possam parecer desfavoráveis ao seu ponto de vista, deverão merecer dele a devida reflexão.

Com isso o empreendedor ou o executivo estará apto a tomar decisões apropriadas, segundo suas intenções.

No TEMA, ora exposto, preferi me estender na transcrição dos conceitos originários de empresários, mulheres e homens, tratando-se, dessa forma, de opiniões autênticas.

São conclusões precisas, compondo um cenário bem abrangente, de tal forma que a leitora e o leitor terão muitas teses para estudo, debate e apropriação.

Obter consenso sobre questões complexas, como a exposta, não é tarefa fácil, dependente que é de reflexão individual.

O que constatei, de primordial importância para a realização de negócios societários no nosso país, é não ser verdadeira a alegação de que o homem brasileiro é machista, achando-se o maior e o melhor.

O que talvez esteja faltando é mais arrojo na arte e na ciência dos negócios por parte das mulheres.

Muito embora o mercado já reconheça o trabalho esplêndido por elas desenvolvido em todas as atividades, até quando mãos femininas cuidam da carga pesada da Fórmula 1, como Regina Yazbek, através da sua empresa Moviecarga. Deixou de fazer sentido a alcunha que lhes era dada no passado, de sexo frágil.

O que não lhes retira a graciosidade também no trabalho.

Claudir Franciatto diz que elas (as mulheres) estão ocupando espaços em muitas áreas profissionais: até a década passada, 60% das vagas abertas por empresas davam preferência a homens. Hoje, o número baixou para 40%.

Recorda, ainda, que o crescimento do mercado feminino no Brasil fez surgir, em 1987, a Associação de Mulheres de Negócios. Sua presidenta à época, Carmem Carvalhal Gonçalves, avisava: Não somos feministas, hein. Tenho horror a isso.

Complementa, a respeito do sucesso:

Somos responsáveis, nos dedicamos ao máximo. Isso é próprio do espírito feminino.

Como foi caracterizado por um entrevistado, sócio é assexuado, razão pela qual também deverá a sócia-mulher manter bom relacionamento com os parceiros, cuidando para não incidir em atitudes causadoras de atritos societários.

RESUMO DO TEMA

MULHER NA SOCIEDADE PARA NEGÓCIOS

A energia feminina será responsável pelo processo de transformação aguardado na

virada do milênio

As mulheres têm mais intuição que os homens

A criatividade, tolerância e energia femininas são características femininas

Administram tanto o próprio negócio como multiempresas nacionais e internacionais

Na Sócio-Pesquisa a opinião de empresários é pela aceitação da mulher como sócia ativa

Constatado que o homem brasileiro não é machista

A mulher também deverá manter bom relacionamento, para não incidir em atitudes causadoras de atritos

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Próxima edição:

Meu Sócio, Meu Amigo - Como Evitar Atritos Societários - 12 - 21/01/2012

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Período de publicação: a partir de 21 de janeiro de 2012

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