Meu Sócio, Meu Amigo - Como Evitar Atritos Societários - 4 - Origem Divina da Sociedade - Sociedade no Sentido Sociológico

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ORIGEM DIVINA DA SOCIEDADE

Para se entender a vantagem, assim como também as dificuldades da constituição de sociedade para negócio, valho-me da origem da união de pessoas.

E encontro em Adão e Eva esse primeiro agrupamento.

Lembra o Antigo Testamento de que como não havia no mundo outro ser semelhante a Adão, e como não era conveniente que ficasse só, criou Deus esse ser – (Eva) – cuja falta se fazia sentir, tirando-o do ‘lado’ de Adão, com o que queria significar a íntima união dos dois, em que o homem é a cabeça da mulher e a mulher a glória do homem.

Os teólogos discutem sobre o valor histórico, simbólico e alegórico do episódio de Adão e Eva.

Exatamente por essa razão, considero que nem todos aceitam as teorias ligadas à existência desse par divino, o que é respeitável. Peço que entendam a minha divagação como simples método de referência, que dá praticidade ao estudo.

Registro, ao mesmo tempo, que encontrarão, no feitio dos antigos conjuntos tribais, exemplos de união de pessoas como solução na abordagem de problemas coletivos.

A reminiscência visa, apenas:

a) demonstrar que o ser humano necessita viver em agrupamento;

b) que a parceria ajuda a dividir tarefas; e

c) que o presente estudo fornece os meios necessários para alicerçar a boa convivência sociológica, buscando a felicidade dos componentes dessa coletividade.

A própria rebeldia do par celestial para com uma ordem de Deus confirma que a união está sujeita, no mínimo, a desgastes, dada suas diferenças pessoais.

Mas, com amor e respeito, na sociedade conjugal, e com transigência e, também, respeito, na sociedade para negócios, ambas as uniões obterão frutos, com sensíveis vantagens para seus parceiros.

As referências paralelas aos dois tipos de sociedades evidenciam e decorrem de certas semelhanças entre as mesmas.

Nos dois casos, rusgas, desamor, intransigências, personalismos exagerados acarretam desgastes e separações, com prejuízos pessoais e materiais.

A diferença fundamental estaria no fato de na sociedade para negócios a cama não ser obrigatória, o que, de certa forma e em alguns casos, dificulta uma eventual conciliação.

Não pretendo tratar da sociedade conjugal, mesmo porque não sou nem pretendo ser conselheiro sentimental, muito menos agente de Cupido.

Estes pequenos lembretes introdutórios dos temas propostos, visam facilitar sua compreensão, já que de casamento e seus conflitos muitos entendem, por eles passaram ou estão passando.

Assim, não se preocupe, empresário, não irei tratar de casamento civil, religioso, de união estável ou concubinato, mas se desejar, aplique técnica assemelhada à utilizada na manutenção da sociedade para negócios, se pretender conservar a comunhão conjugal, em momento de tensão.

O que, todavia, não é obrigatório!

► RESUMO DO TEMA
ORIGEM DIVINA DA SOCIEDADE

■ Adão e Eva, primeiro grupo humano, servindo como origem divina de sociedade
■ Antigos conjuntos tribais são exemplos de união de pessoas para abordagem de problemas   
coletivos

■ A rebeldia do grupo está sujeita a desgastes
■ Vantagens da transigência mútua dos personagens
■ Prejuízos pessoais e materiais ocorrem pelos personalismos exagerados
■ A cama, de certa forma, resolve problemas conjugais, o que não existe, necessariamente, na 
sociedade
de negócios◄

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SOCIEDADE NO SENTIDO SOCIOLÓGICO

Para conciliar interesses profissionais é de suma grandeza o estudo dos aspectos sociais da vida humana.

E sob o pressuposto de que a Sociologia estuda os fatos tal como se apresentam, descreve-os, analisa-os e explica-os. Procura, portanto, o máximo de objetividade, sendo-lhe estranhas as preocupações de ordem normativa. Ao sociólogo interessa conhecer a sociedade como é, não como deveria ser.

Em artigo publicado em 1988, chamava a atenção de que quando se trata da formação de uma associação negocial (civil ou comercial) raramente seus componentes procuram informações do que seja uma sociedade no seu conceito sociológico.

A conclusão foi corroborada, anos depois, pelo Professor Jean-François Chanlat, do Canadá, convidado a dar palestras na cidade de São Paulo, em 1995, pelo Professor Gilson Schwartz, ao se referir que as empresas em geral não dão certo, porque não são vistas de um ponto de vista sociológico.

Sob esse prisma tenho estruturado muitas sociedades, dando a cada uma as características de seus idealizadores, chamando-lhes a atenção de como alcançar a melhor qualidade para o conjunto.

A racionalidade necessita de um tempero emocional.

Interessante que nunca consegui elaborar feitio único, universal, para todos os interessados. Cada participante tem a sua personalidade própria, desejando aplicá-la no seu negócio.

Essa circunstância é muito gratificante, já que obriga a procurar soluções apropriadas a cada caso. Determinadas cláusulas são de redação genérica, certos itens, porém, são específicos e lógicos para a hipótese.

Mesmo após terminada a redação do contrato, presentes todos os sócios, explico o sentido sociológico da sociedade para negócios, baseando-me no formato escolhido para o relacionamento entre eles.

Aplico, ainda, os requisitos da Conviviologia, neologismo criado e a mim repassado, pessoalmente, por Elza Sandoval, bibliotecária estudiosa que (decompondo-o em convivio + logia) o define como o estudo da arte de viver em comunidade, ou em comum com outra pessoa. Habituar-se aos poucos, com serenidade, a respeitar a individualidade de cada um.

É exatamente a proposição aplicada quando constituo sociedade destinada para negócios.

► RESUMO DO TEMA
SOCIEDADE NO SENTIDO SOCIOLÓGICO

A sociedade precisa ser vista sob o prisma sociológico, para que se evidenciem os
aspectos emocionais da vida humana
■ Cada sociedade tem sua estrutura baseada no emocional de cada integrante
■ Não existe feitio único para todos os interessados
■ Aos sócios deve ser explicado o sentido sociológico da sociedade◄

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Próxima edição:
Meu Sócio, Meu Amigo - Como Evitar Atritos Societários - 5 - 11/11/2011
- Sociedade para Negócios
- Vantagens da Sociedade
Período de publicação: a partir de 11 de novembro de 2011

 

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