REPOSIÇÃO de TESTOSTERONA em IDOSOS – Por Luiz Freitag (*)

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Categoria: Dicas e Fatos

A testosterona é o principal hormônio masculino produzido pelos testículos. Esse hormônio regula as atividades sexuais, bem como a libido,ereção e produção de esperma.

Quando em doses já bem definidas age sobre as emoções e bem estar geral. Tanto o desejo sexual como a ereção dependem da quantidade de testosterona no corpo. A partir dos 30 anos de idade a testosterona vai sendo diminuída.

A reposição de testosterona em indivíduos idosos que apresentam níveis baixos desse hormônio está sendo bem estudada, sendo as publicações mais recentes datadas de 2010.

Numa pesquisa publicada pela conceituada revista médica New England em 2010, foram expostos vários efeitos negativos, que podem provocar alterações cardiovasculares e respiratórias, bem como lesões de pele. Esse estudo teve que ser interrompido logo após serem constatadas essas patologias. O grupo placebo que não havia tomado as doses de reposição da testosterona não apresentou nenhuma alteração.

O total de pessoas testadas abrangeu 209 homens com idade mínima de 65 anos até 74 anos que já apresentavam níveis baixos desse hormônio.

Entretanto, nos pacientes testados, ocorreu diminuição considerável de HDL (bom colesterol), bem como do LDL (mau colesterol). Após três meses do início da pesquisa houve aumento de doenças coronarianas, em comparação com o grupo placebo.

A redução dos níveis de testosterona nos idosos está relacionada com a perda e a força de massa muscular. Não há segurança clínica quanto ao uso desse hormônio em idosos com perda de testosterona, conforme foram relatados mais trabalhos com esse enfoque. Não se chegou a uma conclusão sobre a causa exata dos efeitos mostrados, mesmo sendo afastados fatores como tabagismo, diabetes mellitus, dislipidemia e hipertensão arterial. Também os indivíduos que se submeteram a esses testes tiveram aumento de estradiol, que levou os pacientes a terem mais inflamações, maior agregação plaquetária e aumento da coagulação, constatando-se diversas alterações no coração.

Os pacientes que já tinham câncer de próstata, de mama e tumor de hipófise não foram igualmente incluídos nesses testes, devido à contra indicação total.

Outro aspecto a comentar é a prescrição de testosterona em doses progressivamente mais altas para os idosos poderem melhorar o desempenho sexual, o que é discutível. Também não se deve indicar o uso de testosterona para retardar o envelhecimento. Como já afirmamos em outros textos, é frontalmente contraindicado o uso desse hormônio para essa finalidade, o que é proibido pelo Conselho Federal de Medicina.

Junho/2015


 

(*) LUIZ FREITAG – Dr. - Médico geriatra, autor do livro “Como transformar a terceira idade na melhor idade” Ed. Alaúde. SP - Membro titular da Academia de Medicina de São Paulo- O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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