COLUNA SECOVI – MCMV – 13/maio/2015 (*) (*)

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Categoria: Dicas e Fatos

Jornalista Responsável: Maria Silvia Carneiro - MTb -19.4661 Ano 33 N° 1721 13 de maio de 2015

MCMV e a verdade da Região Metropolitana de SP

Mauro Pincherle

 

Ninguém no ramo imobi­liário pode questionar o fato de que o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) teve um enorme impacto no mercado da cons­trução civil, no Brasil inteiro.

Os números são maiúsculos e levaram o mercado formal de construção de unidades re­sidenciais a patamares nunca dantes navegados.

Porém, nesse momento de indefinição quanto à terceira fase do programa (o qual não deveria ser de governo, mas sim de Estado), mais que uma análise crítica, é necessário alertar que, no que diz respei­to à maior região metropoli­tana da Nação, o que foi feito é absolutamente insuficiente e precisamos atuar com vigor nesses próximos anos, para resgatar essa descomunal dí­vida social de nosso país!

Estamos falando da Região Metropolitana de São Paulo, que hoje abriga algo em torno de 21 milhões de brasileiros, sendo composta de 39 muni­cípios, abrangendo uma área de menos de um milésimo do território nacional e com PIB superior ao da Argentina (quase um terço do PIB brasileiro). Com esta magnitude de da­dos, vamos aos números:

1. A RMSP conta com 1,8 milhões de famílias com ren­da entre O e 2 salários mínimos;

2. O déficit habitacional es­timado, que está praticamen­te inteiro dentro dessa faixa, é de 672 mil habitações;

3. A demanda anual de ha­bitações por essa camada da população é de aproximada­mente 39 mil novas habitações por ano;

4. O programa MCMV con­tratou nestes seis anos de ope­ração, 50 mil unidades em sua Faixa l, que é aquela que atende a essa população!

Assim, após seis anos da existência desse importantís­simo programa, não se con­seguiu atender nem mesmo ao crescimento anual da de­manda habitacional por essa faixa da população, que é jus­tamente a mais carente!

Certamente, sobrarão expli­cações, mas, infelizmente, os dados são devastadores: não reduzimos o déficit existen­te e não conseguimos evitar que ele continue crescendo, na mais rica região do País.

Mesmo com todas as res­trições que o ajuste fiscal possa nos obrigar a fazer, é absolutamente imprescindível desenvolver uma nova Políti­ca de Estado, com relação a esse gravíssimo quadro habi­tacional, o qual contribui para piorar os não menos graves problemas de segurança e de saúde pública em nosso tão combalido Brasil.

(*) (Nota do Portal: artigo publicado na Coluna SECOVI – O Estado de S.Paulo – 13/maio/2015)

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