O PRAGMATISMO COM RUMO, NAS AÇÕES DO PRÓXIMO GOVERNO – Luis Nassif

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Categoria: Dicas e Fatos

Os melhores governos são os que não se prendem a padrões ideológicos.

Há que se ter uma visão estratégica, apontar um caminho que conduza ao desenvolvimento econômico e social e, depois, buscar na economia as peças para compor o quebra-cabeças do desenvolvimento.

A marca dos grandes estadistas é o pragmatismo, não o enquadramento ideológico.

Nos anos 50, alguns dos principais homens públicos brasileiros, ligados ao mercado internacional, defenderam a criação da Petrobras estatal, por saber não haver condições de ser bancada por capital privado.

No final dos anos 60, o maior baluarte do liberalismo brasileiro, Roberto Campos, comandou a estatização de empresas do setor elétrico, devido à falta de investimentos do setor privado.

O governo JK, legítimo herdeiro do poder político do getulismo, comandou uma revolução juntando o capital multinacional com capitais brasileiros.

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O Brasil hoje em dia é um tabuleiro de xadrez com todas as peças. Tem grandes estatais, grandes bancos públicos, uma apreciável poupança privada, um mercado de capitais desenvolvido, um rede universitária expandida, centros de excelência, modelos de gestão, compras públicas, uma sociedade civil extraordinariamente pujante, representada em conferências nacionais.

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O papel do governante não pode ser abrir mão do aparato público existente e da coordenação das políticas industriais e de compras públicas. Por outro lado, também não pode ignorar o papel relevante da poupança privada e do mercado.

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Um governo pragmático partiria, inicialmente, de alguns princípios programáticos sólidos:

1. Tem-se uma democracia social que avançou antes que a economia se tornasse competitiva. Por isso é questão nacional o fortalecimento da produção interna, a agregação de valor, o avanço tecnológico.

2. A macroeconomia precisa estar atrelada a esse modelo. Não adiantam políticas industriais com um câmbio que destrói a competitividade e taxas de juros que desviam recursos do investimento.

3. O papel das empresas públicas e dos bancos públicos deve ser supletivo e indutor da poupança privada. Para tanto, há que se trabalhar todos os instrumentos de mercado.

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É impossível a uma pessoa só decidir sobre a diversidade de temas da mais alta complexidade.

Só é possível governar trazendo lideranças expressivas para conduzir cada setor econômico, social e político.

Tome-se o caso da agricultura. Há estratégias a serem montadas para a carne bovina brasileira entrar nos Estados Unidos, a suína na China. Há questões relevantes sanitárias, questões burocráticas em relação a licenciamento de patentes. Esse desafio exige lideranças com visão ampla, interna e internacional. Não é um político menor ou um burocrata que dará conta desse desafio.

O mesmo vale para todos os demais setores. O exercício da política pública é de constante avaliação, exigindo iniciativa, capacidade de interlocução com os diversos setores, visão internacional.

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Não se vai para a guerra com um exército de sargentos.

Grande presidente é o que conseguir trazer os melhores oficiais e dar-lhes liberdade para ousar, empreender e avançar. E, passadas as eleições, torne-se o presidente de todos os brasileiros e todos os setores.

Coluna Econômica - 17/10/2014

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