PLATÃO E A EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS – Por Rinaldo Carneiro Dr.

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Categoria: Dicas e Fatos

 

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UMA HISTÓRIA CULTURAL DO PASSADO

PARA CONHECIMENTO GERAL DOS

LEITORES DO PORTAL DO SÓCIO E DA SOCIEDADE

 

Platão viveu na Grécia há 2.400 anos, foi discípulo de Sócrates, mestre de Aristóteles, fundou a Academia considerada a primeira instituição de ensino superior do Ocidente. Provinha de uma das famílias mais ricas e politicamente poderosas de Atenas, morreu aos oitenta anos, longevidade incomum na época. Destacou-se nas áreas da filosofia, matemática, retórica, religião e nas ciências. A maior parte de sua obra foi preservada: trinta e seis diálogos e treze cartas são a ele atribuídas, a maioria considerada autêntica.

Em um dos seus mais importantes diálogos – “Timeu”, aborda questões sobre a origem do universo e do homem. Fala de grandes calamidades que atingiam periodicamente a humanidade. Ele estimava que a última grande catástrofe acontecera há nove milênios. “Quando ocorreram violentíssimos terremotos e dilúvios, quando todo o contingente de guerreiros foi tragado pela terra e a ilha de Atlântida, de maneira semelhante, foi engolida pelo mar.” Coincidentemente a ciência atual registra as chamadas grandes extinções que atingiram por várias vezes os seres vivos em geral, porém em intervalos de milhões de anos.

“Houve e continuará havendo múltiplas e diversas destruições da humanidade, das quais as maiores são pela ação do fogo e da água, enquanto as menores através de outros meios incontáveis. De fato, a história que se costuma contar em teu país, bem como no nosso, de que uma vez Faonte, filho de Hélio (o sol), preparou a biga de seu pai e a pôs em movimento, mas incapaz de dirigi-la pela rota tomada por seu pai, provocou a incineração de tudo que existia sobre a terra, sendo ele próprio destruído por um raio – essa história tal qual relatada, apresenta o perfil de um mito. Entretanto, a verdade nela encerrada aponta para um desvio dos corpos celestes que giram em torno da Terra causando uma destruição do que há sobre a terra através de colossais incêndios recorrentes a longos intervalos. A verdade é que em todos os lugares nos quais não há excessivo calor ou frio para impossibilitá-lo, há sempre uma raça humana que continua existindo, num contingente populacional ora maior, ora menor.”

Onde, quando e como surgiu a vida em nosso planeta ainda não está cientificamente esclarecido. Já foram identificados fósseis de bactérias de 3.5 bilhões de anos e as formas originais de vida devem ser anteriores a esse período. A existência dessas bactérias certamente não implica que a vida começou por elas, mas podem ter sido o ancestral comum de todos os seres vivos e os descendentes viáveis do surgimento da vida na terra, pois compartilham o mesmo código genético.

A sobrevivência dos seres vivos alterna-se em períodos de florescimento interrompidos por grandes cataclismos e sua parcial extinção. Como saber até que ponto as espécies evoluíam nesses períodos de florescimento que duravam milhões de anos se a memória humana é muito recente. Nossa espécie, o Homo sapiens, surgiu apenas há 200.000 anos. Acredita-se que 95% de todas as espécies que habitaram a terra já desapareceram.

Extinções em larga escala de espécies animais e de plantas em períodos geológicos relativamente curtos foram observadas no passado de nosso planeta. A maior delas ocorreu há 251 milhões de anos e liquidou 96% de todas as espécies. Várias causas são incriminadas: vulcanismo, impactos de cometas e meteoros, baixa do nível dos mares, alterações climáticas, etc, que poderiam contribuir isoladas ou combinadamente.

A última grande extinção ocorreu há 66 milhões de anos e foi responsável pelo fim dos dinossauros ao lado de 75% de todas as espécies animais e vegetais das terras e dos mares. Sua causa ainda é discutida e uma das teorias preferidas aponta para o impacto, naquela ocasião, de um asteroide na região do golfo do México onde foi identificada a partir do espaço uma grande cratera com 180km de diâmetro. Calcula-se que o bólido media cerca de 10km de diâmetro e seu impacto liberou a energia equivalente a um bilhão de vezes a liberada pela bomba atômica lançada sobre a cidade de Hiroshima em 1945. Produziu-se uma enorme explosão com vaporização de rochas, grandes incêndios, terremotos e tsunamis que arrasaram as regiões costeiras. Poeira e partículas de rochas pulverizadas cobriram os céus durante longo período, os raios solares foram bloqueados e a fotossíntese prejudicada, as temperaturas caíram, a maioria das plantas morreu. Com a escuridão, o frio, o comprometimento da flora, animais herbívoros de sangue frio entre os quais os dinossauros e seus predadores foram incapazes de sobreviver. Apenas suas espécies aladas foram preservadas e constituem os precursores das aves atuais. As condições ambientais e o fim dos grandes repteis permitiu o florescimento de pequenos vertebrados de sangue quente capazes de alimentar-se das carniças abundantes na época - os mamíferos. Eles substituíram os repteis como o grupo terrestre dominante, sua evolução e diversificação, entre muitos caminhos e em milhões de anos, produziu primatas, hominídeos e nós - o Homo sapiens. Alguns estudiosos discordam da teoria do asteroide como causa da extinção dos dinossauros argumentando que estudos atuais calculam que o fim dos grandes répteis só teria ocorrido cerca de trezentos mil anos após a época do grande impacto.

Fósseis de grandes dinossauros foram descritos há quase dois mil anos por chineses que acharam tratar-se de ossos de dragões. Eles têm sido encontrados em quase toda parte, mas seu verdadeiro significado só foi determinado na Europa, já no do início do século XIX. Os maiores chegaram a medir mais de cinquenta metros de comprimento e dezoito de altura, equivalendo a um prédio de seis andares e pesando, provavelmente, cem toneladas. Havia também espécimes menores, com cerca de 50cm. Durante 135 milhões de anos, até sua extinção, os dinossauros eram os vertebrados terrestres dominantes.

Até hoje esses enormes répteis, extintos há quase 70 milhões de anos, continuam provocando admiração e espanto em adultos e crianças. Balançam a imaginação e estimulam fantasias. Meu neto de quatro anos adora brincar com sua coleção de miniaturas quase perfeitas. Havia uma história em quadrinhos onde o herói, Brucutu, convivia com esses gigantes pré-históricos. Um colega já falecido quando queria ressaltar a desatualização de alguém dizia que ele deveria ter sido jóquei de dinossauros. Na mesma linha quando se referia a coisa ocorrida há muito tempo dizia que era da época em que o Mar Morto ainda estava doente.

Platão não tem nada a ver com dinossauros. Mas, em fragmentos de seus textos que reproduzo acima, ele já considerava a possibilidade de um acidente cósmico provocar grande devastação e comprometer a continuidade da vida na terra.

Como o que pode ter causado a extinção dos dinossauros.

(*) Agosto 2014- Dr. Rinaldo Carlos Carneiro, médico, nascido em Belém do Pará. Autor do livro A árvore do conhecimento – Reflexão sobre as crenças – Ed. Quartier Latin – Ed. 2009

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