AMAZÔNIA - ENERGIA E MEIO AMBIENTE – Por Luis Nassif

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Categoria: Dicas e Fatos

O movimento ambientalista começou tímido, ainda nos anos 70, depois dos terríveis episódios de poluição em Cubatão pela Rhodia. Ganhou algum ímpeto nos anos 80, graças ao ativismo de Paulo Nogueira Neto. Teve um grande impulso após a Constituição de 1988, com a criação do novo Ministério Público e da Rio + 20.

Nos últimos anos, tornou-se uma voz politicamente influente, com a disseminação de ONGs ambientais, o avanço da consciência ambiental nos jovens e, principalmente, com os olhos internacionais sobre o país, monitorando a produção de grãos e, especialmente, a exploração da Amazônia.

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Na fase infante, há que radicalizar para se fazer ouvir. Na fase do amadurecimento, tem que aprender a negociar e buscar o meio termo. É por aí que deve se entender a discussão sobre a exploração da energia na Amazônia.

O primeiro passo é entender o modelo de consumo atual. Há condições de mudar o perfil do consumo, abrir-se mão das novidades tecnológicas, dos eletrodomésticos? Se não houver, não se pode abrir mão da energia.

O segundo passo é discutir o tipo de país que se pretende. É importante manter a inclusão social, a melhoria da renda? Se for, não haverá como abrir mão de mais energia. Nos próximos anos o consumo de energia aumentará muito mais do que o PIB (Produto Interno Bruto) devido ao ritmo de inclusão social e do aumento de consumo per capita da energia.

O terceiro passo é discutir se se pode abrir mão da hidroeletricidade. Há fontes alternativas de energia limpa, como a eólica, a solar, o biocombustível. Mas nenhum estudo consequente diria que será possível garantir o aumento do consumo sem a hidroeletricidade.

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Aí se chega ao potencial hídrico brasileiro. A única região disponível está na Amazônia.

Há dois caminhos em relação à exploração hidrelétrica da região, já que o terceiro caminho - a exploração sem se preocupar com o meio ambiente - felizmente está superado.

O caminho trilhado é a exploração racional da energia. Consiste em admitir que qualquer intervenção impacta, sim, o meio ambiente. Mas tratar de cercar os projetos para minimizar ao máximo os impactos ambientais e sociais. Haverá um custo adicional a ser bancado por todos os consumidores brasileiros - e é justo que assim seja.

O segundo caminho é considerar a Amazônia intocável e vetar qualquer projeto de hidroeletricidade.

Nesse caso, o país teria que buscar outras fontes de energia. As energias alternativas não darão conta do recado. Nesse caso, haverá a necessidade de recorrer a energias "sujas', como as termoelétricas movidas a óleo, o carvão. O custo explodirá sem haver segurança de atendimento das necessidades internas.

Preserva-se a Amazônia mas contem-se o desenvolvimento e espalha-se a poluição (e os custos maiores) com a termoeletricidade.

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São essas as opções.

Abrir mão da energia da Amazônia significará ou abrir mão do desenvolvimento sustentado e das políticas de inclusão social; ou emporcalhar o país inteiro com energia suja e cara. Por outro lado, em nenhuma hipótese se aceitarão mais modelos predadores do meio ambiente.

Se a lógica for correta, o caminho será acionar os órgãos competentes - IBAMA, Ministério Público, Congresso - para pactos de bom senso que garantam a energia minimizando os impactos sócio-ambientais.

Coluna Econômica - 11/12/2013

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