COLESTEROL E CORAÇÃO – Por Dr. Luiz Freitag (*)

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Categoria: Dicas e Fatos

Há muitos anos se ouve falar e, mesmo os médicos cardiologistas dizem que, é melhor ter o bom colesterol (HDL) mais alto, acima de 50 mg/dl para melhor proteção do coração. No entanto, novos estudos de 2012 e 2013, mostraram que isto já não é mais uma verdade.

Pesquisas realizadas em Leipzig (Alemanha) e Zurique (Suíça) mostraram que o bom colesterol pode se oxidar e o efeito protetor para o coração será anulado. As mesmas pesquisas mostram que as taxas do colesterol chamado ruim (LDL) deverão ser rebaixadas de 100 mg. para 70 mg/dl. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o LDL é chamado de fração ruim do colesterol porque ele se acumula nas artérias formando placas de gordura que com o tempo entupirão essas artérias.

O que se tem demonstrado cada vez mais é a importância de fazer caminhadas diárias de 30 minutos ou mais por dia, para ajudar na diminuição das taxas de colesterol ruim. Já comentamos em outros temas como ficar sentado na poltrona (você que já está aposentado) ou seja, afastado do seu trabalho, é mais perigoso que sentar na cadeira elétrica.

Uma outra questão a destacar é o uso, já muito difundido de tomar estatinas, para abaixar níveis altos de colesterol. Também serviriam para diminuir o número de casos de infarto do miocárdio que, apesar de todas as medidas tomadas pelos médicos, cada vez aumenta mais, bem como prevenção de acidentes vasculares cerebrais (AVC).

E a estatina virou uma moda. Os pacientes compram e tomam este medicamento mesmo sem receita médica, porque já está bem propagado na mídia em geral. É lamentável que, no Brasil, ainda se podem adquirir remédios livremente nas farmácias sem que se apresente uma receita médica!

O que se recomenda no caso de tomar estatina é que o paciente consulte o médico e este avaliará a necessidade de tomar o medicamento, mesmo que não tenha nenhum sinal de doença cardíaca. Já desde 2010, pelo menos, vários trabalhos apresentados em Congressos Médicos, vem sendo discutidos como as estatinas trouxeram pouco benefício na prevenção primária de doenças cardíacas.

Também foi desfeita a imagem que havia informando que mulheres que tomavam estatinas tiveram menor taxa de mortalidade comparando com mulheres que não tomavam estatina.

Importante ressaltar que os níveis de colesterol quando estiverem muito baixos há o risco de surgir câncer, alterações neurológicas e fraqueza muscular. Fica claro que não serão os níveis muito baixos de colesterol os únicos responsáveis por essas doenças.

O que reforçamos com estas publicações é que não se deve usar estatina sem receita médica. Há muitos idosos com mais de 65 anos que estão muito bem de saúde, mesmo com um nível pouco elevado de colesterol.

Em Medicina, a cada ano surgem novos experimentos e se faz necessário acompanhar atentamente as inovações. É possível que as estatinas, hoje consideradas como prevenção de várias doenças cardíacas, num futuro não muito distante, não mais serão assim recomendadas.

(*) Luiz Freitag – Dr. – Médico geriatra – Médico geriatra, autor do livro “Como transformar a terceira idade na melhor idade” Ed. Alaúde. SP Membro titular da Academia de Medicina de São Paulo – O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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