Livro: HINO NACIONAL BRASILEIRO. HISTÓRIA. Autoria de Mariza Lira (*)

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Categoria: Dicas e Fatos

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Grande Fantasia Triunfal Sobre o Hino Nacional Brasileiro,

de Gottschalk (1869). Clique em

http://grooveshark.com/#!/album/Grande+Fantasia+Triunfal+Sobre+O+Hino+Nacional+Brasileiro/4483536

Ao surgir a tela Grooveshark, escolha a primeira linha:

 

Grande Fantasia sobre o Hino Nacional Brasileiro, op. 69

e aproveite para ouvir a melodia brasileira.

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O Portal do Sócio e da Sociedade, por seu Organizador, tem a satisfação de apresentar aos seus leitores um significativo livro, muito pouco conhecido (talvez, melhor dizendo: não conhecido) do público brasileiro, de nome e que trata da HISTÓRIA DO HINO NACIONAL BRASILEIRO. São 386 páginas, mais algumas contendo a Partitura Oficial e a Letra do Hino Nacional Brasileiro, contando a origem de um dos Símbolos Nacionais, sempre exigido e bem-vindo nas comemorações brasileiras, especialmente e com grande ênfase nas vitórias esportivas. Sua história, por outro lado, é uma sequência de grandes debates políticos e administrativos, muitas vezes cercados de egoísmos e invejas, pois surgiram vários pretendentes a se imortalizarem perante o nosso povo. Interessante saber que a música (hino) surgiu muito antes da aplicação da sua letra (poema). A música, por muito tempo, foi impugnada como “hino nacional”, pois muitos, ao surgir a República, achavam que a música era uma ode à Monarquia!

 

Persiste dúvida sobre a data certa da criação do Hino, conforme transcreve a Autora:


“Conjeturamos, porém, que o Hino Nacional foi composição contemporânea à época da nossa emancipação política e isso havíamos escrito, quando se nos deparou em um periódico da Bahia, o ‘Papagaio’, de 1851, um artigo sob o título Hino Nacional – censurando a ordem do dia nº 159, do comandante das armas da província,... na qual ordenava que o – o Hino Nacional – só fosse..., cujo artigo foi transcrito no periódico.. de 30 de maio do mesmo ano (1851)...”


E concluía: “... Ora, se o Hino Nacional contava vinte e oito anos de prática, em 1851, foi composto, ou pelo menos começou a ter execução oficial em 1823”.


No decorrer da leitura do livro poderão ser encontrados os variados versos propostos de 1831 até a promulgação do Decreto-lei n. 4.545, de 31 de julho de 1942, pelo Presidente Getúlio Vargas, dispondo “sobre a forma e a apresentação dos símbolos nacionais...”.


O livro é um formidável conto da História do Brasil, pena que talvez não seja encontrado, salvo em Bibliotecas públicas, mas merece ser lido. Não sendo possível transcrevê-lo, salientamos que há, ainda, um capítulo com Notas Emocionais e Pitorescas, do qual extraímos este trecho:

 

A letra do Hino -


‘Fundeado o Minas em frente a New York, conduzindo à grande república do norte o Sr. Lauro Miiller e a sua comitiva, logo foi invadido por comissões de toda a espécie, e dentre elas os representantes dos suboficiais americanos, que vinham convidar os seus colegas brasileiros para um jantar no dia seguinte, às oito horas da noite, num dos salões do Cordigal Hotel.


..........................


Terminado o ágape, os americanos cantaram o hino de sua pátria, ouvido de pé pela assistência. Enquanto isso, os brasileiros viam-se na contin­gência de também cantar o seu. O contrário seria uma "rata" injustificável. Mestre Bernardo não se alterou.

Passou logo a senha aos seus subordinados:


- Pessoal! Se ninguém se lembrar daquela letra arrevezada do Braço forte, pode mesmo cantar a antiga Laranja da China.


Não havia outro recurso. Todos sabiam de cor a letra nova, mas ninguém, até então, nem mesmo o mestre, conseguia encaixá-la na música. Tinha, por isso, que sair a outra. Então, ao som da orquestra americana, todos se aprumaram e en­toaram uníssonos, afinados, sem a menor discrepância musical, e com a máxima seriedade, como se de falo estivessem a cantar a letra oficial, o


Laranja da China

Laranja da China

Laranja da China

Abacate, limão doce, tangerina...


Foi um sucesso. Os americanos quase confundiam os nossos, numa explosão homérica de abraços.


Muitos pediram cópias".


(Do livro "Botões Dou­rados", de Gastão Penalva).

 

(*)Transcrevemos, abaixo, a Nota Explicativa do livro, pela Autora, Mariza Lira.

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NOTA EXPLICATIVA

 


Agostinho Dias Nunes d'Almeida, levado pelo prazer de cultuar a memória de Francisco Manuel da Silva, tornou-se possuidor da mais completa coleção de documentos sobre a evolução histórica do Hino Nacional Brasileiro.


Em 1939, na - Sinfonia da Saudade - tarde artístico-popular por mim organizada no Salão Leopoldo Miguez, na Escola Nacional de Música, em homenagem a Francisca Gonzaga, 1ª maestrina brasileira, fui apresentada a Agostinho d'Almeida que, ao findar a festa, num improviso, louvou a iniciativa da maestrina, apoiada pela Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, dando ao compo­sitor do Hino Nacional Brasileiro um mausoléu condigno.


Desde então, animada pelo entusiasmo desse patriota sincero, venho, sob sua orientação, estu­dando os preciosos documentos do seu arquivo.


Várias vezes temos escrito, em jornais e revistas, notas, até então inéditas, sobre o assunto. Mas, o que pretendemos aqui é organizar a história do Hino Nacional Brasileiro à luz dos documentos.


Não é este um livro de contestações nem ataques. Mas, uma narrativa, serena e documentada, para o povo do Brasil.


O trabalho exaustivo das pesquisas cabe a Agostinho d'Almeida. Acreditamos que outros estudiosos concorram para a completa elucidarão da História Pátria.


Consignamos aqui nossos agradecimentos à poetisa Luiza de Araújo Machado e aos literatos Drs. Edgard Mallet de Lima e Mário Lobo Leal, que se encarregaram, gentilmente, da revisão deste trabalho.


Rio, 1944 - MARIZA LIRA

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(1) História do Hino Nacional Brasileiro – Biblioteca do Exército Editora - 1954

(2) Marechal Deodoro da Fonseca – que oficializou pela 1ª vez o Hino Nacional Brasileiro.

(3) Presidente Epitácio Pessoa – que assinou a oficialização do poema do Hino Nacional pelos Decretos nºs. 4.559, de 21 de agosto de 1922 e 15.671, de 6 de setembro de 1922.

(4) Presidente Getúlio Dorneles Vargas – que oficializou as orquestrações para o Hino Nacional e tornou intangível o Canto da Pátria.

(5) Francisco Manoel da Silva – Autor do Hino Nacional Brasileiro (Cópia do quadro existente na Secretaria da Escola Nacional de Belas Artes – Pintura de José Correia de Lima).

(6) Joaquim Osório Duque Estrada (Autor da letra definitiva do Hino Nacional).

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