Livro: ROMEU CHAP CHAP – UMA VIDA EM CONSTRUÇÃO – Prefácio (*)

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Categoria: Dicas e Fatos



PREFÁCIO

Tenho um amigo visionário

TENHO UM AMIGO VISIONÁRIO. Chame esta minha nota de retrospecto. Um retrospecto válido, diria, pois me parece que, no momento em que Romeu Chap Chap deixa a direção do Secovi — o descanso do guerreiro —, é tempo de balanço. Balanço tornado oportuno pela con­fluência de alguns eventos que chocam, aqui entre nós, os brasileiros: o grande desenvolvimento mundial, a revolução da tecnologia e dos mer­cados e o atraso do nosso querido Brasil. Sim, são eventos que chocam, pois nos proporcionam inveja e não uma vontade de lutar e vencer na competição que se torna mais e mais acirrada. Parece que desistimos antes de tentar.

Minha frustração, meu caro amigo Romeu, não provém de saudades do passado, como seria normal nas pessoas das faixas etárias mais amplas, onde me encontro hoje. Fico triste quando rememoro que nós, e muitos outros, que procuramos construir, desenvolver, abrir espaços para as ge­rações futuras, temos de reconhecer o fracasso de toda uma geração — a nossa. Infelizmente, o nosso país não se lançou nem se consolidou numa trajetória de desenvolvimento sustentado, embora tivesse tudo para fazê-lo e ter sucesso. Como dizia nosso Roberto Campos, "continuamos longe demais da riqueza atingível e perto demais da pobreza corrigível".

A melancolia vem também da nossa insuportável "mesmice" de sem­pre. Entramos um novo milénio, num novo século, dominado pelo conhecimento e pelo desenvolvimento que, mesmo surpreendentemen­te, atingem as regiões mais velhas do mundo como a Ásia. Eles estão se renovando e nós, possivelmente, envelhecendo e voltando a passados que não funcionaram, propelidos por ideias antigas e superadas. O Bra­sil, conquanto capaz de saltos de desenvolvimento, não aprendeu a tecnologia do desenvolvimento sustentado. Nossos problemas parecem que não mudam; logo não mudam também as soluções. Continuamos a ser um país emergente que não emerge, com grande futuro desde um passado longínquo. O "País do Futuro" de Stephan Zweig, de 1943.


No entanto, em que pese esse quadro, você não se acomodou. Mi­lhões de pessoas podem não perceber o quanto você as ajudou por meio de suas atividades institucionais e profissionais, conseguindo pequenas grandes modificações — com dificuldades e amassando toda a sorte de tapetes — abrindo perspectivas para um mercado imobiliário que hoje é simplesmente diferente e melhor.

Mas tudo que é bom dura pouco, dizem. Agora, munido de todas as razões do mundo você parte para rumos diferentes, mas nunca diferen­te do que sempre fez: contribuir com o seu país e para seu povo. O que se pode lhe dizer agora é muito obrigado. Gratos por tudo. Muito bom você ter nascido por aqui e entre nós vivido. Desejamos-lhe sucesso e felicidades e que, na nova rota que vai percorrer, que as alegrias estejam presentes em cada momento. Um abraço amigo e vamos continuar nos vendo. É preciso!

Ozires Silva

Criador da Embraer, ex-ministro da Infra-Estrutura, ex-presidente da Petrobras e da Varig. Atualmente, preside o Conselho de Administração do WTC (World Trade Center) de São Paulo, entre outras atividades.

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O Portal do Sócio e da Sociedade continuando a indicação para leitura apresenta o livro

Romeu Chap Chap – Uma Vida em Construção.

É texto apropriado para, entre outras pessoas, pais e avó presentearem seus filhos e netos, demonstrando como deve ser uma vida produtiva e, se for o caso, desejarem seguir a carreira empresarial:

"... Quantos daqueles que celebravam sua formatura, enquanto jocosamente me pediam emprego, se disporiam, por exemplo, a começar a vida engraxando sapatos?..."

... Nenhum trabalho honesto é indigno. Nós é que nos tornamos indignos do trabalho quando o executamos de forma irresponsável e desleixada..."

"... O fato, porém, é que o esforço e a dedicação nunca passam desapercebidos. Mesmo que você não se dê conta disso, há sempre alguém observando e avaliando o seu empenho... - ou a sua falta de empenho..."

"... Mas pior do que tentar e falhar é sucumbir à paralisia da inércia..."

"... Pessoalmente, sou contra empregar parentes em meu próprio negócio, especialmente os mais jovens, como filhos e sobrinhos. Acredito que eles devem ter a chance de aprender a andar com suas próprias pernas... "



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