P A I – Por Silvestre da Costa (*)

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Categoria: Dicas e Fatos




No Dia dos Pais – 2º DOMINGO DE AGOSTO - o

Portal do Sócio e da Sociedade, com esta

comovente Crônica, presta homenagem

aos nossos leitores empresários, também PAIS!

 



Pai. . . Será que é vergonha querer, ainda, o seu colo?

Correr para você quando existe algo a temer? Pois é, o senhor foi o melhor companheiro de brinquedo que eu tive. Pena que tivemos muito pouco tempo para brincar, tão pouco porque você só sabia brincar de passado e eu só sabia brincar de futuro.

E ainda estarei brincando de esperança e só tenho recordação suas das melhores possíveis, pois quando pensava eu que poderia um dia conversamos como dois bons amigos que nós éramos, Deus o levou de mim para nunca mais poder te ver.

Só lembrança e recordações é que ficaram.

Chamar o seu nome para me proteger? Será que é possível não crer mais em Papai-Noel, mas no fundo, vê-lo em você?

Não acredito em Super-Herói, mas tenho um herói em você.

Eu cresci, passei da sua altura... Porém, continuo pequeno se comparado a você.

Lembro o seu jeito bravo, empurrando os óculos devagar, me olhando para me questionar e eu ficando gelado, sabendo ter feito algo errado e com medo de confessar, mas você parecia adivinhar e aí, você relaxava a expressão do rosto, sacudia a cabeça, pigarreava forçado. Me chamava de garoto e oferecia o colo para eu sentar. Que saudades desse seu olhar...

Pai, além de herói, você soube ser amigo. Pois um verdadeiro amigo é quem te dá a mão e te toca o coração. Você tinha feições de homem feliz, realizado, parecia imerso na alegria que é própria de quem cumpriu a sina do dia e que agora, com a alegria cotidiana que lhe cabe, eu o olhava e pensava: como é bom ter Deus dentro de casa e esse Deus era você meu Pai.

Você, Pai, pode ser somente uma pessoa para o mundo; porém para mim Pai, você é o meu mundo.

Herói, às vezes, fica muito longe, mas, você soube estar por perto. Nos dias difíceis em que ser pai às vezes é penar, eu teimava, chorava, brigava, mas, de verdade, eu só testava e, pela milésima vez, comprovava o seu amor. Quando você me achava criança demais para qualquer coisa, eu ficava bravo e, quando cresci, o que eu mais desejava era o colo de menino que você dava.

Você, Pai, costumava dizer sempre: se você tiver feito pelo menos cinco amigos verdadeiros, então você terá uma vida notável. Mas você Pai não pôde comprovar isso, pois assim Deus quis.

Hoje, ainda, quando olho para você no meu pensamento sinto, no fundo do meu coração, uma vontade imensa de pular na sua barriga, ganhar muitas cócegas e provocar você para relembrar aquele lindo franzir de testa e o sorriso crescendo na boca. . .

Pois este momento é necessário para fazer uma reflexão de erros e acertos.

Para que um dia eu possa encontrá-lo no céu, onde é o seu lugar, pois sei que lá nunca poderei chegar jamais, a não ser de passagem, para o reencontro, e repensar a vida e seus significados, para o nosso crescimento e conseguir atingir, recuperar nossas energias, com muito mais sabedoria, luz e amor incondicional, e sermos orientados e protegidos para que possamos trilhar nossos caminhos cada vez mais altos, pois nessa jornada não podemos esmorecer, pois só assim poderemos demonstrar nossa singela manifestação de amor e carinho ao “PAI” Celestial.

Na verdade, tudo isso é somente para dizer que o seu garoto, ainda muito o ama, e dizer que falta muito grande você me faz. Tão grande que o vazio que tenho aqui dentro nunca foi preenchido.

Caso tenha um dia te magoado, peço o seu perdão.

Não se esqueça de mim, como eu nunca o esqueci de jamais.

O homem colhe aquilo que semeia. Pois quando a vida te trouxer mil razões para nos fazer chorar, mostra sempre que tem mil e uma razões para nos fazer sorrir.

Porque nós também fraquejamos muitas vezes e, com certeza, Pai, você soube nos entender, e nos amparar, aconselhando e orientando o nosso caminho. Toda a amargura nos deixa reflexão, toda tristeza nos deixa a experiência e toda a alegria nos enche a alma de Luz.

Do seu filho caçula. . . Que tanto trabalho lhe deu, porem hoje sendo Pai também, é que pude compreender o que o senhor sempre queria dizer e ensinar, e nós nunca compreendemos o que o senhor queria dizer, simplesmente achávamos ruim e ficávamos bravos.

Até qualquer dia Pai

Te amo

(*) Silvestre da Costa (11) 3937-6060

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