FALAR EM PÚBLICO PARA SEU PÚBLICO – Parte B – Nívio Terra (*)

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Categoria: Dicas e Fatos

               Pois é, empresária ou empresário, estou de volta para continuar com algumas dicas para quem deseja saber como FALAR EM PÚBLICO PARA SEU PÚBLICO.

 

         Quem precisar recordar ou conhecer a Parte A deste assunto use o link

 

http://www.portaldosocioedasociedade.com.br/index.php/dicas-e-fatos/296-falar-em-publico-para-seu-publico-parte-a-nivio-terra

 

                                                          

          Lá verificará que com simplicidade será possível a uma pessoa desconhecedora da arte do discurso se apresentar a uma plateia, lógico desde que se prepare como indicado.

 
Apesar de achar que o leitor do artigo anterior tenha se apercebido, quero deixar claro que estou divulgando o tema com a intenção de ajudar aquele que não tem conhecimento algum de como expor suas ideias publicamente. Não se aplicam, portanto, ao profissional acostumado a tal trabalho. Não obstante, já tive a oportunidade de receber em consulta, na área de business coaching, experiente orador, mas com a finalidade de cuidar de uma aula que o consulente iria dar sobre assunto específico e

delicado. O aperfeiçoamento é meritório.

 

         Passarei, então, como prometido, a formular alguns exercícios, articuladamente e como dicas, para facilitar a análise do leitor.

 

Apresentação – ambientes.

Cada local da fala pública necessita certos cuidados específicos. Exemplos:

- perante o chamado “board” da empresa, na apresentação de resultados

  da companhia; - na chegada/saída de um diretor;

- quando da formulação de novos projetos inclusive preparo de estudos

   para negociação com outra empresa; 

- perante seus funcionários na entrega de prêmios;

- no relato do futuro da empresa;

- na festa de final do ano;

- perante clientes ou fornecedores;

- nas reuniões sindicais;

- etc.

Cuidados: em cada um desses recintos, o apresentante precisará ter um apropriado discurso. Até pode convir falar em primeiro lugar, indicando a seguir outro membro da empresa ou terceiro (diretor, contador, advogado) para fornecer detalhes mais específicos da área.

 

Se possível, verifique o lugar, o espaço onde será feita a palestra. Tente se localizar no melhor ponto. É bom recordar porção daquela trova que apresentei na Parte A:

 

                                          ”FALAR DE PÉ PARA SER VISTO”.

 

Se for num palco, localize a tribuna: está muito atrás, de lá é possível ver o público? Se for no ‘chão da fábrica’, que tal arranjar uma mesinha para ficar em posição mais visível?

Falando para seus funcionários, conte algo da sua pessoa ou da sua família, enaltecendo o trabalho realizado e que trouxe progresso para a organização.

Teste o aparelho de som a ser usado. Cuidado com o microfone se for do tipo manual para que a distância da boca seja uniforme; com isso, as palavras serão sempre ouvidas.

Chegue meia hora antes do horário marcado e nunca um minuto depois!!

Um cuidado todo especial: quando estiver no final da apresentação, se usar expressões tais como “... finalmente”, “por último”,

 

                 QUE SEJA EFETIVAMENTE PARA TERMINAR O DISCURSO!!!

 

Apresentação pessoal.

Para cada recinto, use o apresentante o vestuário apropriado: roupa social ou esportiva; de gravata, talvez de tênis (no denominado ‘chão de fábrica’?). O importante é que se ‘sinta bem’, o que facilitará a comunicação.

 

Suponha que chegue ao recinto trajando roupa social com os presentes vestidos mais à vontade. Nada impede seja tirado o paletó e a gravata, começando o discurso com brincadeira, “informando que ficará, também, à vontade, mas não desnudo...” Essa descontração colaborará na afinidade com o público.

 

Na reunião do ‘board’, porém, tratando de assuntos empresariais, convém haja a devida discrição, especialmente nas palavras.

        

Tipo do discurso.

Pelos esclarecimentos feitos, parece-me que está claro que para cada ambiente deve ser utilizado o formato apropriado do discurso.

 

O orador poderá iniciar a fala com alguma figura jocosa, mas, cuidado, não seja o seu teor preconceituoso em relação a qualquer tipo ou origem das pessoas. E faça isso desde que saiba o que está fazendo, se esse é seu estilo normal de falar.

Quem não sabe contar piadas, nem se aventure.

Pode começar com pequena saudação; não fique como se fora um poste; movimento corporal, andanças de um lado para outro, levantamento do braço, apontar para alguém indefinido ou para algo do local, são atitudes interessantes. Com isso, fará que os olhos do público não fiquem paralisados, o que atrai o cansaço.

 

Em algumas oportunidades - tempo do celular -, cheguei a iniciar o discurso com o já agora pedido usual de ‘desligar o celular’, mas usando frase diversa, mais ou menos assim:

 

                   “peço que desliguem seus celulares pare que não acordem

                               o colega ao lado durante a nossa conversa...”

 

Verifique em programas das TVs o chamado estilo de ‘comédia stand-up’, que é o espetáculo de humor executado por apenas um comediante. Se tiver jeito, poderá antecipar o seu tema contando algo com graça. Regra geral, o público, ainda que composto por pessoas consideradas ‘sérias no trato’, assimilam um jogo de palavras feito com certa jocosidade. Mas, tome atenção para que a sua apresentação não se torne uma coisa sem substância.

 

Trate bem a sua garganta antes e durante o discurso. Se for necessário, segundo seus hábitos, providencie copo e garrafinha de água.

 

Procure deixar a plateia atenta com alteração do tom da voz ou produzindo algum som diferente escolhido apropriadamente; socorra-se de terceiro fora do palco.

Em certa ocasião, estava alertando empresários sobre a competição no mercado e usei a expressão

 

                  “O MERCADO É UMA GUERRA – SÓCIOS UNI-VOS !”,

 

constante do livro ‘Meu Sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários’, de minha autoria e cujos Temas estão sendo editados na página E-book, deste Portal.                         

Instantaneamente, é ouvido na sala grande estrondo, como se fora uma bomba.

Ouvintes que estavam meio dorme não dorme, quase caíram de suas cadeiras. Outros, entusiasmados, ousaram bater palmas!

 

Outra dúvida frequente:

- o orador deve levar “cola” de trechos ou é melhor o texto completo e lê-  

   lo?

Em primeiro lugar, se for um texto longo, por necessidade técnica, cuidado para que os ouvintes não se apercebam do volume das folhas! Se isso vier a ocorrer, o discurso começará com certa má vontade (recordam da trova?)

 

Em se tratando de um escrito de tamanho razoável, poderá ser utilizado, mas com uma condição: mesmo olhando para o papel, essencial o orador repassar seus olhos pela plateia!

Intercalando a leitura com a indicação de um fato ou circunstância componente do assunto.

 

Ou seja, não deve parecer estar sendo simples leitura eis que, em tal ocorrendo, o ouvinte poderá pensar que melhor teria sido receber o material escrito em casa ou no escritório.

 

A leitura poderá ser feita escondida ou bem visivelmente; melhor desta última forma. Repare que quase todos apresentadores na TV usam esse ‘papel’, apesar de terem à disposição, ainda, o teleprompter ou teleponto que é um equipamento acoplado às câmaras de filmar que exibe o texto a ser lido pelo apresentador, sem o conhecimento do telespectador.

A “cola” evitará que se deixe de incluir algo importante na apresentação.

 

Alguns detalhes finais: Com o tempo, o orador deve melhorar a dicção e o volume da voz; com isso, já terá meio caminho andado para entusiasmar uma audiência. Ter aulas com Fonoaudióloga (o) trará bons proveitos.

 

E, finalmente, se se sentir atraído pela prática de falas públicas, que tal procurar um

 

                                         CURSO DE ORATÓRIA?

                                              

Não esqueça, leitora e leitor, o Portal do Sócio e da Sociedade terá prazer de acompanhar questionamentos ou dúvidas sobre a matéria exposta.

 

                                                               FIM

 

(*) Nívio Terra – Advogado e Consultor Pessoal.

Organizador do Portal do Sócio e Sociedade.

 

MUP (mais um pouquinho): se puder, envie cópia

para um seu amigo, o que agradeço.

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