EMPRESÁRIO. TAMBÉM APRECIA E PRECISA VIAJAR.

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Categoria: Dicas e Fatos

VIAGEM COM CASAL AMIGO...

... voltando e continuando casal amigo


Nívio Terra (*)

A viagem turística de um casal ao exterior, em companhia de outro, é recomendável, por várias razões:

· a questão da segurança é bem determinante;

· os comentários a respeito dos lugares visitados são mais esclarecedores;

· em caso de acidente ou enfermidade de um dos cônjuges a assistência é mais eficiente, não obstante a existência do seguro turismo;

· ainda que perfeita a programação, sempre há itens a serem pesquisados no destino, tais como hotel, local para câmbio de moeda, etc.



Convém, porém, que certas normas de convivência sejam obedecidas para que a viagem seja um sucesso. É fácil entender: basta lembrar quão “divertida” pode se tornar a convivência de um casal durante 24 horas seguidas, 20 ou 30 dias juntos. E dois casais, então? Fumaça à vista.


A primeira medida é verificar se os casais têm costumes semelhantes. Exemplifico: se um deles somente utiliza hotel 5 estrelas e, o outro, padrão diferente, a mesma diversidade ocorrerá na procura de locais para refeições, de lojas para visitar, de automóvel para alugar, etc., o que, certamente, poderá complicar as coisas.



Cada cônjuge se comprometerá a reduzir suas briguinhas particulares a nível zero ou, quase zero. Ficam terminantemente proibidos tapas, xingamentos e coisas tais. Cenas de ciúmes, então, nem pensar. Cada casal deverá parecer ter melhor convivência do que o “Casal 20”.

Os casais estarão desobrigados de utilizar o mesmo agente de viagem. No caso de elegerem um único, de comum acordo, ficam terminantemente proibidas mágoas sob fundamento de ter sido dada alguma atenção maior a um deles. Isso deve ser considerado que esse casal é que exigiu mais.

São proibidas queixas quando do recebimento de lugares nos aviões, em teatros, chaves dos quartos nos hotéis, e coisas tais. Se um dos viajantes receber esses tickets para distribuição, deverá dar a oportunidade para o outro casal escolher.

Despesas, Ah, despesas. Durante a viagem, algumas delas precisam ser feitas em conjunto (taxi, gasolina, gorjetas, etc.). No final do dia, ou na manhã seguinte, devem ser acertadas as contas. Desconfie da memória, anote na hora o valor gasto. Nunca deixe o acerto para outra moeda; pode ser o caos.

Restaurantes, lanchonetes e tais. Impossível ter gostos idênticos e vontade de comer semelhante. Razoável que cada casal tenha liberdade de escolha. Cada dupla deverá pagar sua despesa; com isso, ninguém ficará constrangido em solicitar algo especial.


Manhã; às vezes a pessoa acorda de mau humor, sem qualquer razão. Ponto importante: deixem os demais que o emburrado volte ao seu normal. Perguntas descabidas: “V. está bem?” “Passou mal à noite?” Etc. O ideal é que, podendo, essa pessoa mal humorada faça - com ou sem o cônjuge - programa diverso: fique no hotel, lacrado no seu quarto, vá visitar o zôo; mas, o importante é deixar o outro casal em paz. Dentro em pouco a pessoa voltará ao seu normal. Com calma tudo irá bene.


Quando a estada é na cidade, o ideal é os casais se liberarem; cada qual vá fazer o que lhe der na veneta. Enfim, livres. Ótimo. Cada casal poderá colocar em dia suas divergências. E é fácil, basta marcar o reencontro para a hora do jantar ou dia seguinte. Aí será a festa: cada qual contará sua mentirinha de turista: comentará o que pensa ter visto. Isso é normal, já que o turismo é corrida contra o tempo: ver muito em poucos momentos. E, tudo de relance e sempre com aquele ponto de vantagem, próprio do ser humano.


Neste momento quero dar um descanso ao leitor e ilustrar essa questão de vantagem, utilizada normalmente, com um fato ocorrido com um amigo, inteligente e gozador. Ocorreu no México, entre brasileiros, lógico. Uma das senhoras tinha um mórbido prazer de mostrar superioridade; tudo o que escolhia era o melhor, o mais lindo, o espetacular. Isto em relação aos demais colegas do grupo.

(Essa atitude é a verdadeira antítese do que estou aqui propondo).



Em certo dia, tal senhora escolheu seu programa individual e os demais já se preparavam para ouvir as vantagens. Mas meu amigo resolveu pregar aquela peça; combinou com outro casal que eles se manteriam impassíveis quando ouvissem o relato que ele faria.



Não deu outra; à noite, surgiu tal turista contando loas e boas de seu passeio, sempre tudo muito adjetivado. Meu amigo, com toda simplicidade, disse que a tarde havia sido agradável, pois tinha aparecido no hotel o Plácido Domingo, em visita ao dono do hotel, seu grande amigo, que, gentilmente, o apresentou aos dois casais de brasileiros que lá se encontravam no momento.

E todos ficaram numa conversa amistosa, contando Plácido certas passagens de sua vida e até cantarolando trechos de óperas.

A mulher turista queria morrer; dizia com voz pastosa: o Plácido, o tenor?! O que perdi! Diz meu amigo que nunca mais, naquele tour, qualquer outra pessoa contou primazias de suas escolhas. Ah, e aquele casal acompanhante do meu amigo se matava de rir, precisando se afastar do local, sob desculpas diversas.


Continuando. Então cada casal esteve livre durante o dia, aplicando seu tempo a bel prazer. Mas vamos supor que os dois se reencontrem numa loja, ou a estão visitando juntos. De novo, cuidado; cada qual para seu canto. Todos desejam privacidade em suas compras. Eis algumas frases que acabam a amizade: “que bonito, deixa eu ver" (tirando a peça da mão da outra ) , “que bonito, vou levar também” (achou bonito, passe depois); esqueça comentários deste tipo: “está muito caro” ou, “em outro lugar vi mais bonito e bem mais barato” .



Puxa, estarão vocês pensando: é melhor viajar sozinho. Não é não. Estas precauções se enquadram, apenas, no esquema da boa educação. Como já fiz passeios de várias formas, em grupo, grande e pequeno, sozinho, com outro casal, até errando bastante, afirmo: vale viajar com outro casal companheiro.


Na hora do retorno valem certas precauções. Um casal compra muito, o outro, menos. Sejam lá quais forem as razões: por economia ou para se livrar logo na alfândega. O casal mais gastador, tanto para si próprio como para os parentes, não peça para o companheiro: “por favor, leve este pacotinho para nós; vocês estão ainda dentro da cota”. Se a viagem foi coroada de êxito, nesse momento irá para o brejo.


Estas são algumas recomendações para um bom passeio na companhia de um casal amigo. E bom proveito!


(*) Nívio Terra, Advogado e Consultor Pessoal, nas horas vagas, viajante.

 

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