COACHING – Quem pode ser consultor pessoal?

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Categoria: Coaching

Nívio Terra (*)

A gestão moderna da empresa tem obrigado o dirigente, seja ele o dono ou o executivo contratado, inclusive o CEO, a se aperfeiçoar em sua atividade. A fórmula mais usual seria a da participação em seminários, grupos de estudos ou outros sistemas semelhantes. Mas a exposição pública, no entanto, não o satisfaz, por várias razões.
Além disso, a comunicação interpessoal é cada vez mais procurada. O sucesso das famosas sacoleiras comprova esse fato. Hoje em dia, o personal está presente em várias funções, tais como o personal trainer, o personal curso de línguas e outros mais.

O COACHING vem se mostrando ideal no atendimento aos anseios do administrador empresarial, no que se refere ao seu resguardo, à facilidade da troca de idéias e, enfim, ao debate de assuntos merecedores de análise mais aprofunda, antes de virem a público.

E, para aquele que pretenda conhecer a atuação de quem a pratica, torna-se conveniente saber quais as características que deve ter um Consultor Pessoal. Tal indagação também provém de profissionais que desejam abraçar essa área especial da consultoria. Vamos-nos fixar no business coaching, que adaptamos para a Consultoria Pessoal, visto que é o foco da nossa atividade profissional, com conceitos específicos para o dirigente empresarial, seja ele o proprietário da empresa ou um executivo contratado com poder deliberativo.

 

CONFIANÇA.

Até colocamos este subtítulo para explicar que, antes de formularmos, didaticamente, os requisitos inerentes ao Consultor Pessoal de Empresário, deixamos claro que a confiança é fator primordial entre o profissional e o seu cliente.

A confiança é a base do respeito mútuo para o relacionamento e deve ser perseguida diuturnamente. Essa condição é fundamental no serviço de assessoria, porém, na Consultoria Pessoal transcende qualquer limite, se é que fosse possível confiná-la.
              Afinal, confiança existe ou não existe. Mas, insistimos tanto na excelência desse substantivo, que até propomos se transforme em um adjetivo, um diferencial, porque o cliente-consulente irá dispor ao seu consultor-confidente de suas mais íntimas intenções e particularidades de vida e de negócios. Com a fixação e devida explicação dos requisitos que devem compor o Consultor Pessoal, pretendemos demonstrar ao empresário que ele pode e deve se valer do profissional com tantos qualificativos.
Então, vejamos os fundamentos principais inerentes à atuação do Consultor Pessoal de Empresário.

PRECISA CONHECER A ARTE JURÍDICA.

Estamos falando em “arte” porque entendemos que o cultor do direito, pela sua formação humanística, tem grande familiaridade com o comportamento humano. Apesar disso, sabemos que profissionais de outras áreas, como, por exemplo, os militantes em psicologia, em sociologia e em administração têm sucesso na carreira específica ora tratada. Mas, ao profissional é imprescindível, no mínimo, um bom senso em relação à filosofia do direito.

PRECISA CONHECER A ARTE NEGOCIAL.

Não posso cogitar um Consultor Pessoal, pretendente a exercer a função de assessorar um empresário, que desconheça os meandros da negociação. Não significa necessidade de estreita ligação com todo o espectro de atividades mercantis ou de serviços, já que seria impossível. É importante, todavia, conhecer negócios e negociação como um todo e em muitas de suas particularidades. Caso contrário, não conseguirá acompanhar o raciocínio de seu consulente.

PRECISA TER PARTICIPADO DE EMPRESAS, DE DIRETORIAS E/OU DE CONSELHOS DE ADMINISTRAÇÃO OU SIMILARES.

                   Partindo da premissa de que o Consultor Pessoal irá debater assuntos ligados à empresa, à gestão operacional, relacionamento com diretores, conselheiros e toda a engrenagem que movimenta a organização, é imprescindível ter vivenciado de perto os sistemas de gestão. Da mesma forma, a vivência se estende à atuação perante os clientes e os fornecedores.
                   No nosso livro Meu sócio, Meu Amigo – Como Evitar Atritos Societários, pioneiro no estudo do comportamento entre sócios e administradores – e que está sendo disponibilizado, sem custo, neste Portal - mostramos como lidar com os anseios e paixões que envolvem muitas das decisões.

TER BOA DIALÉTICA. TER GRANDE PACIÊNCIA PARA OUVIR.

O empresário em assuntos pessoais costuma ser evasivo, quando, no entanto, se predispõe a debatê-los sente necessidade de transmitir detalhes, minúcias. E, como se tratam de fatos, cada qual com a sua particularidade, o Consultor Pessoal deve dispor de toda a atenção para ouvi-lo, fazendo as devidas anotações. Reputamos até como falta de consideração quando o técnico prefere apenas se valer da sua memória. Ao cliente-consulente poderá transparecer superficialismo do profissional.
               Para o Consultor Pessoal os detalhes fixados facilitarão a condução do diálogo sobre o tema abordado, especialmente quando se tornar necessário alterar alguma posição mais radical ou contestatória. Também para a hipótese de registro da reunião, o trabalho ficará facilitado.

TER GRANDE PODER DE SÍNTESE.

                A interação entre o empresário e o Consultor Pessoal tem a tendência para a generalidade, estendendo-se a conversa por detalhes às vezes menos pertinentes. O Consultor Pessoal, para evitar que isso ocorra e em benefício de seu cliente, se conterá nas explicações devendo, para tanto, atrair o assunto e a solução cogitada para um centro de decisão. Isso se chama de poder de síntese. É a capacidade de resumir os tópicos principais ou de obter a essência das ideias discutidas. Com isso, o cliente-consulente entende com facilidade o que seu contratado percebeu, avaliou e recomenda para a hipótese suscitada.

TER FIRMEZA NA APRESENTAÇÃO DAS SOLUÇÕES OU CAMINHOS PARA...

                Após o exame conjunto da questão, o Consultor Pessoal procurará levar a sua convicção ao cliente com clareza e sem titubeios. O empresário inteligente sabe que nem sempre é possível obter uma solução no momento. Cabe ao técnico, quando isso ocorrer, dar a devida explicação, até indicando que ainda não está apto para alcançar uma diretriz satisfatória.
                 Às vezes caberá propor uma consulta com terceiro, o que não é demérito visto representar um grande respeito para com a sua função, redundando em maior confiança do cliente. O que deve resultar é a melhor solução para o cliente.
                  Aquele que se utiliza de algum ardil para obscurecer um correto aconselhamento não obterá o devido sucesso.

TER MUITA PERSONALIDADE E FIRMEZA PARA NÃO SE DEIXAR ENVOLVER PELA EMOÇÃO CARIDOSA DO EMPRESÁRIO PARA CONSIGO MESMO – OU SEJA, COMISERAÇÃO PRÓPRIA.

                    Por vezes, escutamos: “sou um azarado”, "não tenho sorte” ou frases semelhantes. O empresário, especialmente nestes casos, é que aguarda um maior apoio. Caberá ao Consultor Pessoal, com toda a calma e inteligência, verificar porque tal situação está ocorrendo. A solução ou o encaminhamento da solução talvez mereça uma análise mais profunda para reverter o quadro desanimador. Após a coleta de dados, será conveniente que o técnico deixe o assunto hibernar um certo tempo. O cérebro também aprecia ter a oportunidade de pesquisar, no âmbito da sua memória e inteligência, procedimentos que poderão levar à mudança daquela situação infeliz, ou fazê-la refluir à sua verdadeira proporção em contraponto da malfadada convicção de azarento.

TER RECATADA VIDA SOCIAL.

                      A falta desta premissa pode destruir a carreira de um Consultor Pessoal. Quem pode aparecer é o cliente, que tem sempre o justo receio de que seu conselheiro se torne um tagarela, fazendo transparecer ao público algo que saiba a respeito da sua pessoa ou da sua empresa.

Falamos claro: “justo receio”.

                      Não custa lembrar a dificuldade que o empresário tem de se “abrir” com um terceiro; contar-lhe particularidades de sua vida, de seu negócio, de seus companheiros de trabalho, de seus familiares. É um conjunto de itens privativos que sequer cogita possam vir a ser do conhecimento de terceiros, ainda que sem intuito delituoso.


CONCLUSÃO.


                      Somente um Consultor Pessoal com os requisitos indicados poderá cooperar com líderes no debate de suas ideias, na escolha de seus eventuais associados, na tomada da diretriz apropriada a cada projeto ou na pesquisa de soluções para questionamentos de maior vulto.

                     Porque o verdadeiro Consultor Pessoal não estará atrás de vantagens pessoais, salvo a contraprestação normal em decorrência da sua função profissional.
                     Ele Pode se tornar o Alter Ego do Líder, desde que este se beneficie.
O líder necessita de um interlocutor à altura e que não queira avançar limites naturais de contato.

                      Uma atitude que mais desagrada o líder é ter diálogo com um boquirroto, que fala muito e seja indiscreto.


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(*) Nívio Terra, Advogado de Negócios e Consultor Pessoal.
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(Você já leu? Chegou no dia 06/08/03)
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